Corpus Christi superlota a catedral N.S. da Conceição


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No carro-andor, católicos transportaram o Santíssimo em procissão pelas ruas do Centro
No carro-andor, católicos transportaram o Santíssimo em procissão pelas ruas do Centro

Uma das datas mais importantes do ano para os católicos, o Corpus Christi, foi celebrada na última quinta-feira em Franca sem os tradicionais tapetes. Pelo segundo ano consecutivo, a chuva que caiu durante toda a manhã na cidade impossibilitou a confecção e também fez com que a missa campal fosse realizada no interior da Catedral Nossa Senhora da Conceição. A celebração foi presidida pelo administrador diocesano, monsenhor José Geraldo Segantin, e reuniu cerca de cinco mil pessoas.

A Catedral ficou superlotada e muitas pessoas acompanharam a celebração do lado de fora. A missa durou uma hora e meia e também contou com a presença dos padres representantes das paróquias da cidade.

Na homilia, o padre José Geraldo falou da origem e significado do Corpus Christi para os fiéis. O sacerdote ainda destacou a postura adotada pelos sindicatos que representam os patrões e funcionários do setor comercial de não abrir as lojas na data, diferente de outros anos quando o comércio funcionou. “Houve respeito e Franca parou para celebrar a festa neste dia santo de guarda.”

Segundo a Igreja Católica, o Corpus Christi é a solenidade do corpo e sangue de Cristo. A cerimônia nasceu na Idade Média por insistência de uma religiosa, Santa Juliana, que levava Jesus na eucaristia aos idosos e doentes, que não podiam participar na igreja. “É o santíssimo levado para rua, mostrando que Cristo caminha no meio de nós”, disse Segantin.

A costureira Aparecida Siqueira acompanhou toda a missa de pé, mas não se incomodou. “É uma das celebrações mais bonitas da Igreja. Aproveito para agradecer, louvar a Deus pela vida e pela família.” Já a dona de casa Maria José Fortunato disse que a data lembra a importância da eucaristia. “Comungar do Corpo de Cristo me fortalece, me sinto mais próxima do Pai.”

Após a missa, os fiéis seguiram em procissão o Santíssimo, que foi levado às ruas em um carro-andor decorado com flores. O percurso durou meia hora e contornou a Praça Nossa Senhora Conceição. Durante a passagem do cortejo, que teve os padres e ministros à frente formando um corredor, demonstrações de fé eram dadas pelos fiéis que aplaudiam, cantavam e aclamavam o Cristo Eucarístico. “Não foi possível enfeitar as ruas com a serragem colorida, mas enfeitamos com o nosso olhar, com o olhar aberto. Nosso somos as flores”, disse o padre.

A procissão terminou com a benção do santíssimo dada na porta da Catedral e com os fiéis aglomerados na rua Saldanha Marinho. “Sou suspeito em falar da celebração, mas estou muito feliz com a participação dos fiéis. Além disso, como um padre disse, o clero mesmo sem bispo mostrou maturidade e todos os padres representantes das paróquias da cidade estiveram presentes”, avaliou o monsenhor.

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