“A curiosidade é mais importante que o conhecimento”, disse Albert Einstein. E, realmente, a curiosidade é uma das características fundamentais para que a raça humana deixasse de ser apenas mais um animal solto na natureza e transcendesse ao status que temos hoje. O homem aprendeu como controlar o mundo, inventou coisas incríveis, armas mortíferas, descobriu como o universo funciona, chegou à lua, montou um viaduto enorme na Major Nicácio e tudo isso foi possível graças a curiosidade das pessoas em começar alguma coisa.
Infelizmente, com o advento da internet e a facilidade do acesso a todo tipo de informação em todos os lugares, as pessoas têm se interessado muita mais pela curiosidade mórbida. A galera também se contenta com uma rápida pesquisa no Google, dá aquele Crlt+C maroto, cola no trabalho da faculdade e boa. É tudo tão fácil que nos esquecemos de usar o cérebro para fazer uma das perguntas que transformaram o mundo: “como isso é possível?”
Para tentar incentivar os mais jovens e agradar os mais “experientes”, foi criado em Franca o Espaço de Difusão Científica, instalado no complexo do Champagnat, no Centro. O local, composto por um museu interativo e um observatório astronômico, completa 10 anos de existência, hoje. Para comemorar a data, será realizado, às 20 horas, um evento contando toda a história do espaço com relatos de quem trabalha ou já trabalhou lá e ainda com a exibição de um filme ilustrativo. O evento, que é aberto ao público, contará com a presença de autoridades locais.
INTERAÇÃO
De acordo com a diretora do Espaço, Rose Cruz, o grande trunfo da área é usar a interatividade para despertar a curiosidade científica nos jovens. “Temos ambientes que foram pensados e montados para cumprir nossa proposta”, resume. O Espaço de Difusão Científica é composto por um museu interativo de ciências, pelo observatório, CID (Centro de Inclusão Digital) e pelo “Ciência-móvel”, um enorme caminhão adaptado que possui um minimuseu na carreta e leva a ciência para diversos pontos da cidade. “O observatório sempre foi um dos prediletos, não só dos jovens, mas sim da população de modo geral”, cita a diretora. “Dentro do museu interativo, o Gerador de Van de Graaff é o experimento mais divertido e, claro, que chama a atenção dos visitantes”. Para quem não sabe, o Gerador de Van de Graff é aquela circunferência que deixam o cabelo das pessoas todo arrepiado quando encostam nela.
Com tantas atrações assim, mais de 137 mil pessoas já passaram pelo local nos 10 anos de vida. Ficou curioso? O expediente para visitações no Espaço de Difusão Científica é de segunda a sexta-feira. O museu funciona das 8 às 12 horas e das 13 às 17 horas. Já o observatório vai das 19 às 22 horas.
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