Não é de hoje que as pessoas lucram com conteúdo exclusivo para a internet, no YouTube. Claro que até chegar ao ponto de fazer um canal de vídeos dar lucro é preciso milhares de visualizações em alguns vídeos.
Bom, foi aí que a coisa ficou séria. Desde que o YouTube foi criado, em 2005, milhares de pessoas em todo o planeta tiveram a oportunidade de compartilhar com a raça humana suas bizarrices mais profundas. Alguns colocavam suas “criações” na rede apenas pela diversão e quase ninguém tinha o costume de usar o canal de vídeos com a constância necessária para gerar dinheiro.
Mas, em 2010, dois rapazes que tinham uma câmera, um computador, uma conexão com a internet, um leve conhecimento em edição de vídeos e algumas ideias interessantes começaram a “upar” material para o YouTube todas as semanas. Quase que simultaneamente, PC Siqueira e Felipe Neto inauguraram no Brasil a onda dos vloggers e mostraram para todos os nossos conterrâneos que é possível ganhar dinheiro com essa brincadeira. E mais: eles ficaram famosos, ganharam programas na TV e, claro, influenciaram uma montanha de gente.
A experiência de PC e Felipe mostrou que é possível viver com apenas uma boa ideia, conhecimento de edição, uma câmera e conexão com a internet. Quem navega constantemente pela rede sabe que existe uma infinidade de material escroto, produções ridículas e outras baboseiras. São poucos meios que entenderam o que o internauta quer, principalmente no âmbito humorístico.
Mas foi aí que, no dia 6 de agosto do ano passado, surgiu na rede o vídeo Porta dos Fundos Nº 1. A esquete de 15 minutos e 24 segundos ainda não estava no formato que consagraria Antônio Pedro Tabet, Fábio Porchat, Gregorio Duvivier, Ian SBF e João Vicente de Castro, os criadores do Porta dos Fundos, o maior canal do YouTube brasileiro com 3.315.574 de inscritos até o fechamento desta edição. Para se ter uma ideia, o Se Liga publicou, no dia 24 de março deste ano, uma matéria falando sobre os canais que possuíam mais de um milhão de inscritos. Naquele ranking, o Porta aparecia em 4º lugar, com 1.676.038 e uma renda que girava entre US$ 27 mil e US$ 261 mil por mês, dependendo dos contratos de publicidade. Imagine quanto eles não faturam hoje? Se pegarmos apenas o número de inscritos, podemos dobrar esses valores - mas somente a fim de curiosidade, pois esse mercado é um tanto quanto nebuloso e instável.
Com o sucesso feito na internet, os integrantes da equipe têm ganhado outros ares. Nas últimas semanas tem sido muito comum se deparar com eles em várias propagandas na TV. Fábio Porchat é um dos mais acionados pelos marketeiros de plantão, e está atualmente com pelo menos duas empresas: Fiat e CTBC. Gregório Duvivier participou recentemente da série Louco por Elas, da Globo.
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