A notícia abominável desta semana de que uma mãe adolescente de 15 anos havia espancado a filhinha de apenas sete meses revoltou a todos, ao mesmo tempo em que nos leva a uma reflexão mais ampla, sobre a existência de muitos outros órfãos de pais e de mães vivos. São crianças que sofrem vários tipos de agressão, seja de pai ou de mãe biológicos ou ainda de padrasto e madrasta, incluindo os também detestáveis abusos sexuais. Os grandes culpados disso são pais e mães que colocam o filho no mundo, fruto apenas de uma aventura amorosa, e depois querem continuar levando a mesma vida de solteiros, sem compromissos, enquanto a criança fica jogada num canto, como um fardo, ou nas mãos de alguém da família. Outras vezes, o pai comparece apenas na hora do ato sexual, depois cai fora, e a mãe ainda jovem se não encontra um novo companheiro responsável, acaba levando qualquer um para dentro de casa e a vítima é a criança que ela já colocou no mundo. E assim, a “fila costuma andar”, e a mãe inconsequente, vai tendo um filho de cada companheiro. Imaginem o nível de educação dessas crianças. Alguém já disse, certa vez, que o pai e a mãe podem vir a se separar, mas nunca devem se separar de um filho, devendo amá-lo, educá-lo e respeitá-lo por toda a vida. Eles precisam ser exemplos.
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