Virada Cultural é aposta de barraqueiros contra prejuízo


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Cerca de 30 pessoas assistiam à apresentação da Banda Municipal de Franca na noite de quinta-feira. Minutos antes, um público maior - em torno de 200 pessoas -, mas também pequeno, prestigiou o show do Coral Guri e Orquestra Jovem
Cerca de 30 pessoas assistiam à apresentação da Banda Municipal de Franca na noite de quinta-feira. Minutos antes, um público maior - em torno de 200 pessoas -, mas também pequeno, prestigiou o show do Coral Guri e Orquestra Jovem

Os barraqueiros, como são conhecidos comerciantes e vendedores ambulantes que atuam em festas populares, estão decepcionados com a 44ª edição da Expoagro. O evento, realizado no Parque de Exposições “Fernando Costa”, não tem atraído público e os prejuízos se acumulam. As esperanças de todos estão depositadas na Virada Cultural Paulista, que será realizada entre hoje e amanhã (leia sobre a Virada na Página C-1). Caso as expectativas não se confirmem, a maioria dos comerciantes que compraram espaço na festa pode abandonar a Expoagro na noite de domingo para não continuarem “pagando para trabalhar”.

Há seis anos no comando de barracas de espetos e brinquedos, sendo quatro deles como empregador, o mototaxista Jean Carlos Tavares, 38, do Jardim Pulicano, disse que nunca imaginou que teria prejuízo na Expoagro. “Esta será a primeira vez”, garante. Com dois funcionários, ele só pagou a jovem que trabalha no caixa. O ajudante, segundo Tavares, está “tendo paciência”. “A nossa esperança é a Virada Cultural para amenizar os prejuízos.”

Euceli Ribas, 55, de São José do Rio Preto, um dos coordenadores do parque de diversões que começou a operar na quarta-feira, disse que nunca viu nada igual e já projeta como sendo este, o pior ano do parque na cidade. Ribas disse ter fé que vai melhorar com os shows da próxima semana, mas mudou de opinião ao saber que não há na programação a presença de artistas de renome. “Festa sem show não existe!”

Outro responsável pelo parque, Luís Roberto Araújo, 49, que trabalha no ramo há 34 anos, se disse decepcionado pelo fato de a festa, que sempre foi de grande porte, não ter nada que atraia o público. “Eu tinha em mente a imagem dos anos anteriores. Se soubesse que era isso, não teria vindo, porque neste ritmo nunca vamos cobrir as despesas.” Para montar toda a estrutura foram gastos mais de R$ 30 mil e ele não tem esperança de recuperar os gastos.

Com 22 anos de Expoagro, Deusdete dos Santos, 39, o Baiano, que tem uma barraca de lanches, disse que as vendas estão péssimas. Um dos porta-vozes dos barraqueiros, Baiano confirmou que todos estão contando com os eventos de hoje e domingo e rezando para não chover. Antônio Ângelo, 63, que vende salgados, também confirmou que a única esperança está na Virada.

As seis barracas destinadas a entidades assistenciais é um termômetro do que vem ocorrendo. Na quinta-feira, nenhuma funcionou. O presidente da Aeaf (Associação das Entidades Assistenciais de Franca), Fernando de Oliveira Campos, disse que o motivo está relacionado ao fato de a Expoagro “não ter um público que venha a atender as necessidades”.

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