Compressa


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Pássaro azul no peito me afirma vida em algum lugar

Arrisco-me presa como ele a questionar

Onde está? Onde está?

É salto mortal em precipício, é não saber voar

É só azar de andar e só poder andar

No caminho olho para as poças d'água

Lânguidas me refletem sem cor

E pelo caminho: sê flor, sê flor, sê flor!

Como? Cegam-me persistentes espinhos

Estou na casa casca de matar palavras

Sufocar arranhões e aspas

Há casca para lamber os travessões

Uma casca lambe a outra, dissabor

É abiose elíptica de vento em vento

Por isso te preso muito a distância

Sentimentos maiores é nas cores que te invento

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