Contra os ‘noias’, diretoria lacra o Clube dos Bagres na Estação


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Portas e janelas do ginásio do Clube dos Bagres foram lacradas com tijolos e concreto. Vizinhos dizem que medida surtiu efeito e número de ‘noias’ diminuiu
Portas e janelas do ginásio do Clube dos Bagres foram lacradas com tijolos e concreto. Vizinhos dizem que medida surtiu efeito e número de ‘noias’ diminuiu

Ao contrário do que foi dito anteriormente, não foi preciso nenhuma intervenção divina para evitar que os “noias” deixassem de ocupar as dependências do Clube dos Bagres, na Estação. A alternativa adotada pela direção do clube foi a de lacrar os acessos ao ginásio com blocos de concreto cimentados grosseiramente, deixando de lado o cuidado estético e prezando apenas pelo bloqueio. A ação foi concluída no início deste mês e os comerciantes e vizinhos do local afirmaram que a movimentação dos usuários de droga e moradores de rua diminuiu drasticamente desde então.

O Comércio denunciou, na edição do dia 5 de abril, que o clube estava completamente ocupado por moradores de rua e usuários de entorpecentes. Na ocasião, o presidente do Bagres, Victor de Andrade, declarou que “só Deus pode tirar essas pessoas daqui”.

Contrariando seu próprio depoimento, Andrade afirmou que os visitantes não frequentam mais o local após a intervenção, que custou entre R$ 3 e R$ 5 mil aos cofres do clube. “Não temos mais problemas desse tipo. Mas os atos de vandalismos e os furtos continuam.”

Comerciantes e moradores da região confirmaram a versão do presidente do Bagres. “Pela tarde, eu via uns 50 deles saindo de lá. Agora o número é bem menor, mas eles ainda dormem por aqui”, disse um comerciante da região, que preferiu não se identificar. “Ainda ouço história de baterias de caminhão que são roubadas e outras coisas do tipo. Só que isso não é problema só dessa área. Isso acontece em toda a cidade”, afirmou um morador que também quis manter o anonimato.

AJUDA DA PREFEITURA
Para o presidente do Clube dos Bagres, a ocupação dos “noias” aconteceu, pois o local não possui sócios e, consequentemente, não tem verba suficiente para fazer as reformas necessárias para reerguer o público. “Precisamos de pessoas jovens que usem as dependências do clube com frequência. Os sócios são o ‘sangue’ de todos os clubes e, infelizmente, temos poucos e com idade avançada”, ressaltou Andrade.

A alternativa, segundo o diretor, seria uma parceria entre o clube e a Prefeitura. O poder público arcaria com a manutenção e as reformas de algumas partes do Clube dos Bagres. “Eles podem usar da maneira que bem entenderem. Queremos o bem da coletividade e que o clube volte a fazer parte do roteiro dos francanos”, disse o presidente. Em troca, o clube receberia um “aluguel simbólico” durante o tempo de contrato.

Essa proposta já foi enviada à Prefeitura de Franca no dia 4 de março. Em nota enviada por e-mail, o poder municipal declarou que as propostas “estão sendo analisadas pela Secretaria de Planejamento Urbano para verificar a possibilidade de utilização das dependências do clube para atividades públicas”.

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