Lojista dá recompensa de R$ 500 por pistas de ladrão


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Fachada de loja invadida por ladrão na madrugada do último sábado. Desconhecido ‘pescou’ blusas através de janelas - agora com grades - instaladas acima das portas de entrada
Fachada de loja invadida por ladrão na madrugada do último sábado. Desconhecido ‘pescou’ blusas através de janelas - agora com grades - instaladas acima das portas de entrada

Procura-se o “ladrão pescador”. Ele é um homem aparentemente alto, negro, que ficou conhecido após a divulgação de um vídeo, divulgado nacionalmente, em que aparece com uma barra de ferro “pescando” 60 jaquetas de marca na madrugada do último sábado. Os produtos foram avaliados em R$ 10 mil e pertencem a uma loja de roupas instalada na rua Homero Pacheco Alves, em Franca. (veja o vídeo aqui)

Quem tiver pistas concretas sobre o bandido deve procurar o empresário Rodrigo Aureliano, 34. Ele oferece R$ 500 em espécie pelo autor do crime. O anúncio lembra os cartazes que eram espalhados no Velho Oeste americano, em que bandidos eram procurados “vivos ou mortos”. Na tarde de ontem, um cartaz foi compartilhado no perfil da loja no Facebook. “Queremos que esse marginal seja entregue pela população e punido pela Justiça”, desabafou Aureliano.

De acordo com o dono da loja, por volta das 3 horas de sábado, o ladrão arrombou uma das janelas da fachada da loja, localizada logo acima do blindex de entrada. O bandido ficou dependurado e com uma barra de ferro recolheu as peças de roupa durante 1 hora e 45 minutos. Para finalizar o crime, o ladrão invadiu a loja e pegou mais produtos. Em seguida, o alarme disparou e ele fugiu.

As quatro câmeras instaladas dentro da loja, com um custo de R$ 12 mil, não inibiram a ação do criminoso. “Foi um furto planejado, esse ladrão é profissional. Ele esteve aqui um dia antes e viu que na janela não tinha proteção”, supôs Aureliano.

A revolta do comerciante foi aumentada pelo que chamou de “descaso” da Polícia Civil. Segundo o dono da loja, os policiais ligaram para ele só uma vez. Não foram ao local. Uma blusa do bandido, com sangue, ficou na loja, mas foi para o lixo. Não foi feita perícia técnica no local. O vídeo das câmeras de segurança, divulgado várias vezes pela imprensa, não foi recolhido pelos investigadores. “Eu peço para os policiais que tenham mais atenção. Teve repercussão nacional, passou nos telejornais de três grandes emissoras do Brasil. Eles deviam ter mais interesse em prender esse marginal, que tem causado grande dano à comunidade”, apelou Aureliano.

Nos últimos dias, para proteger o negócio, ele instalou grades nas janelas e reforçou o sistema de alarme.

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