Obra infantil é lançada com momento lítero musical


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Cirlene de Pádua segura Aninha, a menina dos pensamentos que fazem cócegas, seu 1º título infantil
Cirlene de Pádua segura Aninha, a menina dos pensamentos que fazem cócegas, seu 1º título infantil

A escritora Cirlene de Pádua lança no próximo sábado, 25, às 16h, na Livraria Pé da Letra, o livro Aninha, a menina dos pensamentos que fazem cócegas. Trata-se do quarto título solo de sua carreira e o primeiro voltado para o público infantil. Para o lançamento oficial, Cirlene preparou um momento lítero musical voltado para as crianças. A entrada é gratuita e a obra será vendida a R$ 20.

Comércio da Franca - Até o momento suas obras se voltaram para o público adulto. O que lhe motivou a escrever para crianças?
Cirlene de Pádua -
Foi uma inspiração. Sabe quando você se deita e começa a vir sempre a mesma ideia na cabeça? Bom, eu sou afetiva, gosto muito de criança e sempre que me deitava, ficava imaginando como seria escrever para elas. Um dia me levantei, escrevi um poema e mais ideias foram surgindo e aquilo se transformou em uma historinha. Refiz várias vezes meu trabalho e passei dois anos escrevendo. Agora, com o livro pronto, vi um resultado tão bacana nas escolas por onde passei que acho que devo mesmo continuar escrevendo para crianças.

Comércio - Qual o seu contato com o público infantil?
Cirlene -
Sempre fui professora, mas ministrava aulas para a 5ª série em diante. O que acontece é que eu me dou bem com todo mundo, independente da idade. Estamos sempre aprendendo e gosto de conversar com as crianças porque elas são muito puras. Além disso tenho quatro netos que nasceram recentemente; O mais velho tem 2 anos e meio e eu estou eufórica!

Comércio - Com a aventura de Aninha, personagem principal do livro, você aborda de forma lúdica vários temas como ecologia e inclusão...
Cirlene -
A Aninha é uma menina bem parecida comigo. Ela consegue rir sem parar das próprias ideias e isso provoca um estranhamento nas outras crianças fazendo dela uma garota diferente. A Aninha tem 8 anos e uma imaginação incrível. Para não se sentir tão sozinha, ela embarca em um sonho onde encontra pessoas que também se sentem triste por algum motivo e, juntos, se unem por um bem maior, que é salvar a natureza.

Comércio - No texto se encontram referências a clássicos como O Menino do Dedo Verde (Maurice Druon) e O Sítio do Pica Pau Amarelo (Monteiro Lobato). Conte como foi essa inserção.
Cirlene -
O primeiro personagem que Aninha encontra pelo caminho é o Théo Clorofila. Ele é irmão do Menino do Dedo Verde mas se sente excluído porque, além de ser todo verde, não realiza prodígios como seu irmão. Coloco também no caminho de Aninha, um grilo falante que troca as letras assim como o Cebolinha, da Turma da Mônica. A própria Aninha é neta da Tia Anastácia (Sítio do Pica Pau Amarelo). Isso também serve para fazer referência a sua cor, porque a Aninha é negra.

Comércio - Como foram elaboradas as ilustrações?
Cirlene -
As ilustrações são do artista plástico Wagner Voss. Ele é um grande amigo e eu pedi a ele que ilustrasse a minha história. Foi um pedido muito despretensioso porque tinha pensado uma coisa bem simples sem imaginar que ele fosse desenvolver um trabalho tão perfeito. Ele demorou um ‘bocadinho’ para desenhar, em aquarela, os oito capítulos, mas quando vi o que ele fez... Fiquei realmente encantada.

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