Servidores pressionam contra veto


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Na tarde de segunda-feira, o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) reuniu dez vereadores no gabinete e explicou os motivos pelos quais decidiu vetar o projeto que concede um pacote de benefícios aos servidores da Câmara. A proposta recebeu o não do Executivo sob a alegação de vício de iniciativa e violação do princípio de isonomia. Alexandre acredita que possam ser criados supersalários e ocorrer um efeito cascata na Prefeitura.

Preocupados que os argumentos do prefeito possam convencer o plenário a manter o veto, os funcionários da Câmara se reuniram com os vereadores após a sessão de ontem para defender a legalidade do projeto. Coube ao sindicalista e vereador Luiz Vergara (PSB) atuar como porta-voz do grupo. “O prefeito cuida lá, que nós cuidamos aqui. Estou com dois estômagos desde ontem. Em respeito ao Alexandre, não falei o que tinha vontade de falar.”

Amparado por um relatório das advogadas da Câmara, Vergara afirmou que não há justificativa plausível que justifique o veto. Disse que não haverá reflexo junto aos servidores do Executivo e que a atribuição de fixar salários é do Poder Legislativo. “Não tem nenhum absurdo. Todos os vereadores, inclusive os da Mesa Diretora, assinaram o projeto. Isso derruba a alegação de vício de iniciativa”.

O veto deverá ser discutido na próxima sessão. Hoje, os oito votos necessários para a derrubada estão garantidos.

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