Prima assume tutela de bebê agredido pela própria mãe


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Conselheira Glaucia Machado Limonti disse que prima de adolescente, nova tutora de criança espancada, pode até sair do serviço para cuidar do bebê
Conselheira Glaucia Machado Limonti disse que prima de adolescente, nova tutora de criança espancada, pode até sair do serviço para cuidar do bebê

A guarda provisória do bebê espancado pela própria mãe será, a partir de agora, de uma prima da adolescente. A tutela pertencia ao avô da menor que também é investigado pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) por negligência. Ele deixou a criança morar com a mãe, de apenas 15 anos, e seu atual companheiro, um encanador de 18 anos, também suspeito pela agressão. Anteontem, ele negou na frente da delegada Graciela Ambrósio, da DDM de Franca, que tenha participado do espancamento. O bebê teve sete costelas quebradas e permanece internado na Santa Casa. Segundo depoimento prestado pela mãe da criança, o motivo da selvageria teria sido um desentendimento entre o casal e o pai biológico da criança. Motivada pela raiva, ela desferiu socos na região abdominal do bebê.

A mudança do responsável pela criança foi confirmada, ontem à tarde, por funcionários do Conselho Tutelar. Um termo de responsabilidade foi entregue à nova responsável tão logo o caso foi noticiado. A mulher acompanha diariamente o estado de saúde da menina, de apenas 7 meses, n o hospital. A identidade da nova tutora será mantida em sigilo para preservar a família.

A conselheira tutelar Glaucia Machado Limonti confirmou que a entidade assumiu a responsabilidade pelo bebê e rapidamente fez uma análise da situação da família. “Mesmo estando internada a criança precisa de um acompanhante. Fizemos uma pesquisa entre os familiares e esta pessoa se colocou à disposição. Inclusive se dispôs até a sair do trabalho para dedicar mais tempo aos cuidados com o bebê”, comentou, confidenciando que a mulher possui relacionamento estável, reside em uma moradia com condições adequadas e inclusive havia sido convidada para ser madrinha de batismo da criança. A cerimônia estava marcada para o último domingo, 19.

As avós da vítima, assim como seu pai biológico, foram imediatamente descartados para receber a guarda porque não possuem qualquer vínculo afetivo com a recém-nascida. “Quando a menina receber alta médica é só a prima levar o termo de responsabilidade ao juiz e caberá a ele deferir ou não o pedido de tutela permanente”, esclareceu Limonti.

Segundo apurou o Comércio, a guarda foi entregue ao avô em razão dos pais serem menores de idade e por ele ser o único, na época do nascimento da criança, a reunir condições mínimas de se responsabilizar pelo bebê.

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