Se você tem um imóvel em boas condições e está pensando em vendê-lo, fique atento. A Prefeitura poderá ser a opção para um bom negócio. O prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) está finalizando um projeto alternativo para minimizar o problema da falta de vagas em creches da cidade. A ideia é comprar casas nas regiões onde a demanda é maior e montar pequenas unidades com capacidade de atender entre 20 e 50 crianças. Dados do município mostram que há 3 mil pessoas na fila de espera.
A falta de vagas foi um dos temas mais explorados pelos candidatos de oposição durante a campanha eleitoral do ano passado. Eleito prefeito, Alexandre Ferreira estabeleceu a questão como uma de suas metas, ao lado da construção de casas populares e da realização de cirurgias eletivas. “A creche é a porta de entrada da Secretaria de Educação. O aluno que entra na rede municipal vem por meio das creches. Até chegar na 5ª série, ele vai permanecer conosco. A gente viu que precisava ter um olhar diferenciado. Colocamos as creches ligadas à coordenação de ensino e à secretária. Criamos condições de abrir mais vagas.”
Franca conta com 45 creches, sendo 44 conveniadas e uma administrada pelo município. Juntas, elas atendem a 4.511 crianças. A Prefeitura espera entregar até o fim do ano outras dez unidades. Elas devem abrir cerca de 1,5 mil vagas. Não é o suficiente para atender a demanda contínua. Construir uma creche convencional, que atende a cerca de 120 a 150 crianças, é demorado e custa caro. Entre a abertura da licitação e a entrega da obra, vai pelo menos um ano e meio. O custo fica em torno de R$ 2 milhões.
Com o projeto casa-creche, o prefeito espera gastar menos e encurtar o tempo para dar uma resposta mais rápida à população. “A ideia é comprar casas nos bairros e transformá-las em área de creche com 20, 30, 50 crianças. Criaremos vagas com mais rapidez. Vamos agilizar o processo e não vamos ficar dependendo de dinheiro externo.”
Pela proposta, a Prefeitura fará a adequação do imóvel e montará a estrutura. A entidade parceira do município que já toma conta da creche convencional poderá, eventualmente, gerenciar as menores. Concluído o projeto, o município estabelecerá os critérios e fará um chamamento público aos interessados em vender os imóveis.
No começo do ano, a equipe da diretora de creches, Carmem Peliciari, realizou um cadastro de demanda e constatou que a lista de espera é maior na região Norte da cidade, principalmente, no Leporace II, Luiza I e City Petrópolis. Em seguida, aparecem as regiões Oeste (Júlio D’Elia e Vila Raycos), Leste (Paulistano e Brasilândia), Sul (Aeroporto III e Santa Bárbara) e Centro (Ângela Rosa e Cidade Nova). A Prefeitura focará suas ações nesses locais.
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