A luta contra o vício em crack, álcool, maconha e cocaína levou 2.170 pessoas a procurar atendimento no Caps (Centro de Atenção Psicossocial) em 2012. Somente entre janeiro e abril do ano passado foram 796 pacientes que, sem conseguir vencer a guerra contra as drogas, pediram socorro ao Caps. Neste ano, no mesmo período, foram atendidas 932 pessoas, representando um crescimento de 17%. O álcool é o principal problema, seguido da cocaína e crack. Deste total, atualmente, 234 estão em tratamento.
Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, do total de pacientes que recorreram ao Caps, 12 são jovens com idades entre 11 e 18 anos. Há casos em que o adolescente é viciado em álcool, crack e maconha. É o caso de dois irmãos gêmeos de 12 anos de idade. O paciente mais jovem, de 11 anos, luta contra o vício em tabaco, álcool e crack.
Em geral, o tratamento dura entre nove e 12 meses. “O tempo depende do quadro clínico que o paciente apresentar. As atividades são voltadas para cada paciente individualmente”, disse a secretária de Saúde, Rosane Moscardini. No local, os pacientes têm acesso a consultas clínicas, psiquiátricas, psicoterapia, oficinas com terapeuta ocupacional, consultas com enfermagem e oficinas variadas, como tear, pintura, artesanato, yoga, consciência corporal, entre outras.
A procura é espontânea, podendo ser feita pela família ou pelos próprios usuários que não conseguem enxergar outro caminho para se livrar das drogas. A participação da família é importante para o sucesso do tratamento e pode ser um fator decisivo. “Esse acompanhamento faz toda a diferença. O paciente se sente acolhido, a família também se trata, recebe orientações, ficando mais fácil lidar com a pessoa que está com a dependência”, afirmou a secretária.
Rosane afirma que muitas pessoas procuram ajuda por tratamento, mas há aquelas que solicitam apenas medicamento. As primeiras tentativas normalmente são permeadas por desistências. A cada dez pessoas que procuram o Caps, seis desistem antes de chegar a um estágio adequado para tratamento. “Para dar início ao tratamento, é preciso que a pessoa tenha plena consciência da situação que está vivendo e consiga perceber e admitir para ela mesma que necessita de ajuda para se tratar”, afirmou a secretária de Saúde.
SERVIÇOS
O Caps fica na rua Cavalheiro Petráglia, 80, no bairro Santos Dumont. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7 às 17 horas. Mais informações pode telefone: (16) 3721-3947.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.