O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) comemorou na semana passada um ano de atendimento em Franca. Neste período, segundo a Prefeitura, foram 46,8 mil chamados para o número 192. Destes, 10 mil necessitaram do auxílio das ambulâncias de suporte avançado ou básico da unidade. Para agilizar o atendimento por toda a cidade, uma base deve ser instalada no Complexo Aeroporto.
Segundo a coordenadora do serviço, Giane Alves Stefani, a base do Samu é um componente essencial para Rede Móvel de Atenção às Urgências. Essas emergências podem ser de natureza clínica, cirúrgica, traumática (fraturas), obstétrica (partos), pediátrica e psiquiátrica. Casos que possam levar ao sofrimento, sequelas ou mesmo à morte têm prioridade no atendimento. “Esses chamados são de código vermelho e têm prioridade absoluta, com envio imediato da ambulância”, disse.
O tempo que o socorro leva para chegar até a vítima é uma das variáveis mais importantes para avaliação do serviço prestado pelo Samu. A coordenadora explica que esse espaço de tempo, conhecido como tempo-resposta, é um indicador de estratégia administrativa, extremamente complexo. “Não é uma mera questão de velocidade da ambulância. Analisamos criteriosamente o tempo-resposta, porque ele fornece à administração instrumentos importantes para a tomada de decisão na busca de um sistema cada vez mais eficiente.”
Pensando nisso, Giane elabora um estudo detalhado que pretende criar mais uma equipe na região Sul da cidade, descentralizando o atendimento para uma das áreas com maior dificuldade de acesso para a equipe. “Queremos colocar uma das seis viaturas na região Sul da cidade para não comprometer os atendimentos prioritários e oferecer mais acesso ao serviço.”
Fontes ligadas à saúde municipal informaram que o prédio em construção da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Aeroporto pode abrigar a nova base do Samu. A obra está com a entrega atrasada desde fevereiro e, segundo a Prefeitura, tem previsão de ser concluída apenas em outubro.
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