A mulher de 29 anos suspeita de jogar gasolina e atear fogo em um jovem de 23 anos no interior de um posto de combustíveis da Vila Santa Cruz, confessou o crime. Lidiqueli Regina Matias, do Jardim Francano disse que tomou a atitude depois de ser humilhada e agredida pela vítima. “Foi o único jeito que eu vi de me livrar dele”, disse, ontem, em entrevista coletiva na delegacia. O fato ocorreu na madrugada do dia 24 de novembro do ano passado. Procurada, deste então, ela foi presa no último sábado. (Clique aqui e ouça o depoimento de Lidiqueli Regina Matias).
O depoimento de Lidiqueli ocorreu nas dependências da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), que apurava a ocorrência. O interrogatório durou cerca de uma hora. Antes de voltar para a cadeia do Jardim Guanabara, a mulher concedeu entrevista coletiva. Ao contrário do que foi divulgado pela polícia anteriormente, vítima e autora não tinham relacionamento. “Eu não conhecia ele”, afirmou.
A acusada tentou justificar seu ato, dizendo-se humilhada e agredida pelo rapaz. “Eu cheguei e ele ficou me chamando de puta. Que puta ali (no posto) não entrava, não era bem vinda. Depois, ele me bateu, quase quebrou meu braço. Um mundo de gente viu e ninguém fez nada.” Ela disse que comprou R$ 0,75 de gasolina para “levar para a casa”, que o rapaz foi atrás e para se livrar dele, jogou o líquido e ateou fogo. Lidiqueli disse ainda que esta foi a “única defesa” que encontrou por que não tinha “nenhum homem” para lhe defender. “Eu não sabia que fazia este estrago todo”. Chorando, ainda afirmou: “Eu não sou este monstro que todo mundo pensa, não sou este monstro”.
VERSÃO DA VÍTIMA
O jovem que sofreu ferimentos de natureza grave na cabeça, face, tórax e braços e passou três meses internado em Bauru, já voltou para a casa. Quarta-feira, ele prestou depoimento na DIG e disse que viu a mulher pela primeira vez no dia do ocorrido. O rapaz afirmou que a mulher ficou irritada e lhe ateou fogo depois de se negar a dar dinheiro para que ela pudesse comprar drogas.
“O depoimento dele é o que se assemelha com aquilo que nós apuramos”, disse o delegado Márcio Murari. Ontem, ele encerrou o inquérito e o remeteu à Justiça.
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