A denúncia da família de uma estudante de 8 anos levou para a cadeia na madrugada de ontem, um pedreiro de 65 anos, morador do Jardim Alvorada. Ele foi autuado em flagrante por estupro, depois de, supostamente, ter beijado e passado as mãos nas partes íntimas da criança. O fato ocorreu no interior da residência do acusado.
A polícia, com base em depoimentos, apurou que o pedreiro era considerado um avô pela menina. Ele tinha a confiança da família. Na noite de terça-feira, uma tia e a estudante foram à casa do pedreiro como era costume. Eles passaram cerca de três horas na sala, assistindo a programação infantil na televisão. Por volta das 22 horas, a tia, que é doméstica, vendo a pia da cozinha do amigo bagunçada, resolveu fazer uma limpeza, deixando a criança com o “avô” na sala. Após a faxina na cozinha, doméstica e sobrinha foram embora.
De volta à residência dos pais, a menina exibiu R$ 10 que o “avô” lhe deu de presente. A família estranhou, já que o pedreiro seria uma pessoa avarenta, e indagou o que teria ocorrido. A estudante revelou que o “avô”, na ausência da tia, lhe deu beijos no rosto, agarrou e colocou a mão dentro da sua calcinha. O dinheiro, segundo a criança, era um presente para que ela não contasse a ninguém o que tinha ocorrido.
A revolta tomou conta de parentes, que ameaçaram “quebrar” o pedreiro. A mãe, sapateira de 40 anos, preferiu usar os meios legais e acionou a PM. Os policias que estiveram na casa do suspeito, o indagaram sobre as acusações, e o mesmo negou. Sobre o dinheiro, o pedreiro disse que o entregou nas mãos da tia, doméstica de 39 anos, que o desmentiu.
Diante dos fatos, as partes foram conduzidas ao Plantão Policial. O delegado Djalma Donizete Batista, após ouvir em detalhes o relato da criança, não teve dúvidas em autuar em flagrante o suspeito por estupro de vulnerável. O pedreiro foi para a cadeia de Batatais, de onde deve seguir para o CDP de Serra Azul (SP).
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