O Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) procura a mulher que jogou álcool e ateou fogo na sapateira desempregada ALO, 39. O crime ocorreu no final da noite de terça-feira, no cruzamento da avenida Doutor William Azzuz com a avenida Dom Pedro I, na Vila Gosuen, bairro conhecido popularmente como Puxa-faca. A rápida ação de populares que passavam pelo local evitou queimaduras mais graves. O sapateiro aposentado Eurípedes Batista da Silva, 60, um dos que ajudaram no combate ao incêndio, disse que a cabeça foi a única parte do corpo da vítima que não pegou fogo.
O investigador Fábio Guimarães, que estava na equipe do Plantão Policial que trabalhou entre a noite de terça-feira e a manhã de ontem, conversou com a mulher incendiada durante a madrugada. “Ela apresentava queimadura por todo o corpo, estava consciente, um pouco confusa em razão das dores, mas relatou que estava na companhia de outras pessoas, quando discutiu com uma moça morena, magra, baixa, de cabelos pretos, encaracolados e curtos, que aparentava em torno de 25 anos”, contou o policial.
ALO, que atualmente está residindo no Abrigo Provisório, no depoimento ao investigador Guimarães, disse que após o bate-boca, se virou, ficando de costas para a outra mulher. Neste momento, segundo ela, sentiu um líquido molhar seu corpo, acreditando, pelo cheiro, que poderia ser álcool ou pinga. Ato contínuo, a vítima se virou e ficou de frente para a mulher e percebeu que ela tinha em suas mãos um isqueiro com a chama acionada. “Em um golpe rápido, a autora tocou o objeto inflamável no corpo da vítima e o fogo se alastrou por suas vestes”, disse Guimarães.
O policial apurou no local dos fatos que populares ajudaram na contenção das chamas, acionaram o Resgate e a vítima foi socorrida até a Santa Casa, onde foi medicada. Como a maior parte das queimaduras foi de primeiro grau, graças à rápida ação popular, os médicos que atenderam a vítima lhe deram alta na tarde de ontem. ALO se comprometeu, todos os dias, pelo prazo mínimo de um mês, procurar uma UBS (Unidade Básica de Saúde) para trocar os curativos.
O SOCORRO
O sapateiro aposentado Eurípedes Batista da Silva, um dos que prestaram socorro à vítima em chamas, disse que estava chegando em casa, quando o fato ocorreu. “Minha filha viu quando a mulher pegou fogo e me avisou. Ela [vítima] se jogou no chão, eu saí correndo, tirei minha camisa para apagar o fogo e neste momento chegou outro rapaz, que fez a mesma coisa. Ela só não tinha fogo na cabeça”, revelou Silva.
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