O Grupo Amazonas, que produz artefatos de borracha, colas, adesivos e sandálias, demitiu na última semana 76 funcionários de suas unidades em Franca, João Pessoa (PB) e Novo Hamburgo (RS). Segundo a assessoria de imprensa da empresa, não é possível saber o número de demitidos por unidade. Mas, nas duas fábricas da cidade, teriam sido dispensadas mais de 15 pessoas. A maior parte, dos setores de produção e administração.
Por meio de uma nota, o Amazonas afirmou que as demissões fazem parte de “seu plano estratégico de reestruturação, tendo em vista a quantidade de setores em que atua e os novos segmentos que estão sendo explorados”.
A reestruturação teria começado há quatro anos, quando o grupo deixou de ter seu foco voltado apenas para o mercado calçadista. “Percebemos que seria necessário diversificar nossa área de atuação. Investimos pesado na divisão de adesivos e na criação de novos produtos para área de artesanato, construção civil e moveleira”, informou a assessoria.
Com a implantação dos novos segmentos, foi necessário otimizar os departamentos. Em janeiro deste ano, várias reuniões foram feitas para decidir quais unidades seriam atingidas pelas mudanças. “Foi preciso aumentar algumas áreas e diminuir outras. As demissões da última semana fazem parte desse plano. Não há crise nem contenção de despesas. Apenas uma readequação”, afirma a nota. “Prova disso é que, apesar das demissões, desde janeiro, outras 180 pessoas foram promovidas ou contratadas, especialmente nas unidades da região Nordeste do país”, continua, sem revelar o número de novos funcionários e o número de promoções.
O GRUPO
O Grupo Amazonas é uma das empresas mais antigas de Franca. Foi fundado em 1947. Hoje possui oito unidades, seis no Brasil (sendo duas em Franca) e duas no exterior (Argentina e Uruguai). Atualmente o Amazonas emprega cerca de dois mil funcionários, quase a metade (900) nas duas unidades da cidade.
A última crise enfrentada pelo grupo foi no final de 2008, quando a empresa demitiu 380 funcionários de uma só vez - número que correspondia a um terço da mão de obra empregada pelo grupo na cidade.
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