Alunos da Unifran temem reajuste das mensalidades após venda


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Estudantes transitando em frente à Unifran na noite da última sexta-feira, rumo às salas de aula
Estudantes transitando em frente à Unifran na noite da última sexta-feira, rumo às salas de aula

Apesar dos boatos que ganharam força nos últimos meses e o comunicado oficial da venda da Unifran (Universidade de Franca) e do Colégio Alto Padrão para o grupo Cruzeiro do Sul Educacional, ao que parece esse não foi um assunto de “rodinha” entre os alunos nesta semana. Na noite de sexta-feira, muitos estudantes ainda não tinham conhecimento da novidade - principalmente quem reside em outras cidades e só vêm a Franca para estudar. Já quem sabia da venda afirmou que o principal temor quanto à mudança de direção é em relação ao valor da mensalidade. O receio é de reajuste nos próximos meses. Mas também esperam melhorias de laboratórios e material utilizado pelos alunos no decorrer do curso. É o pedido da estudante do primeiro ano de jornalismo Jheinata de Oliveira, 18, de Franca. “Espero que sejam feitos investimentos na parte de tecnologia e laboratórios. Também que criem novos cursos de pós-graduação”. A aluna do segundo ano de design Maria Fernanda Correia, 18, de Franca, ouviu comentários da negociação nos últimos meses, mas só acreditou quando leu a notícia na internet. “Tomara que este grupo que comprou melhore a qualidade dos professores. Muitos não têm paciência para dar aula e só pensam em passar trabalho.” Outra preocupação da estudante é quanto ao reajuste da mensalidade e cancelamento de cursos. “Tomara que não, mas vou me informar mais sobre o novo grupo.”

Ronan Fêrri, 20, que reside em Franca e cursa o terceiro ano de jornalismo, também teme mudanças. “A minha preocupação é eles quererem mudar muitas coisas no meio do semestre. Por outro lado, gostaria que eles investissem na qualidade do ensino e qualificação dos docentes.”

A estudante Euriane Pereira, 19, mora em Itaú de Minas e todos os dias viaja para cursar o primeiro ano de biomedicina. Ficou sabendo da venda da universidade em conversa com os colegas de ônibus. “Dentro da universidade ninguém fala nada, principalmente os professores. Por isso, fomos pegos de surpresa com essa informação.” Já Vinícius Martins, 23, de Franca e aluno do segundo ano de gestão ambiental, está bem tranquilo. “Como eles vão assumir no meio do ano, não acredito em muitas mudanças.”

O diretor de desenvolvimento da Cruzeiro do Sul Educacional, Fábio Figueiredo, disse que é preciso tomar posse para saber quais mudanças e melhorias deverão ser feitas. A única certeza é de que os convênios de bolsas que a Unifran mantém com prefeituras da região serão mantidos. “Não é nossa intenção mexer.”

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