Em maio de 2010 o Teatro Municipal “José Cyrino Goulart” fechava suas portas para uma reforma que custaria R$ 950 mil e que duraria um ano. Em 2013, dois anos após sua reinauguração, o local está fechado novamente para reparos. O motivo é uma pane no circuito elétrico, que, segundo o presidente da Feac (Fundação para o Esporte, Arte e Cultura), José Marcos Bertelli, é o mesmo instalado em 1979, quando o teatro foi inaugurado.
Os reparos, que começaram no último mês, tinham previsão de serem encerrados na quarta-feira, dia 8. No entanto, o prazo foi estendido para 23 de maio, com esperança de que tudo seja resolvido a tempo para receber as atrações da Virada Cultural, que ocorrerá nos dias 25 e 26 deste mês.
As apresentações programadas para ocorrer entre abril - quando um curto circuito deixou o prédio no escuro -e meados de maio foram transferidas para o Teatro Judas Iscariotes ou tiveram suas datas alteradas a fim de manter o Teatro Municipal como local.
“Pelo que sei o problema começou no Festival Águas de Março”, disse Bertelli. “Uma companhia de espetáculo ligou ao mesmo tempo 40 holofotes de 800 watts cada um. Aí o teatro [a instalação elétrica] não aguentou [sofreu uma sobrecarga]. Logo em seguida, em meados de abril, durante uma reunião com os funcionários da Prefeitura, ocorreu um curto circuito.”
Como medida emergencial, uma empresa especializada em automação predial foi contratada para recuperar a rede de energia e verificar os danos causados pelo curto. “No momento um engenheiro elétrico está terminando o serviço emergencial e instalando um painel eletrônico que dará segurança e possibilitará a reabertura do teatro”, afirma Bertelli.
Segundo ele, o engenheiro também fará um levantamento com todos os danos causados pelo curto circuito. “Essas informações serão levadas para apreciação do prefeito junto a uma proposta para que se possa trocar totalmente as instalações elétricas e de iluminação do teatro.”
Ainda de acordo com Bertelli, mesmo em funcionamento, o teatro não estará com sua capacidade elétrica 100% restabelecida. Os valores que serão gastos nos reparos paliativos e para a reforma integral das instalações elétricas não foram divulgados.
O Comércio solicitou à Copel (Comissão Permanente de Licitações) o edital da reforma ocorrida entre 2010 e 2011 a fim de verificar quais serviços estavam incluídos no documento, mas, até o fechamento desta edição, não havia recebido o documento. Segundo a diretoria da Camila Construtora Ltda., empresa responsável pelos trabalhos da reforma em questão, a parte elétrica do prédio não estava entre os serviços realizados no teatro.
Os R$ 950 mil investidos na reforma do Teatro Municipal e construção do Teatro de Bolso foram repassados pelos governos estadual e municipal: R$ 500 mil vieram do Estado e o restante foi contrapartida da Prefeitura.
ESPETÁCULOS
A pane ocorrida no Teatro Municipal afetou pelo menos três espetáculos agendados para serem apresentados no local no atual período. O primeiro foi a apresentação do quarteto de cordas do Projeto Instrumental Clássico no Estado de São Paulo, que acabou ocorrendo no Teatro Judas Iscariotes, no dia 30 de abril. O segundo trata-se da peça Marcelo, Martelo, Marmelo, uma adaptação do conto infantil de mesmo nome, assinado por Ruth Rocha. O espetáculo acontecerá no Municipal, mas a nova data ainda não foi definida. Por fim, o Festival Carla Pacheco, que aconteceria em maio, foi transferido para junho.
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