A Câmara Municipal programou para a sessão de terça-feira a votação do projeto que concede férias no mês de julho aos vereadores. A proposta foi apresentada em regime de urgência na última reunião, o que provocou a revolta do líder do governo, Adérmis Marini, tucano como o autor da ideia, Jépy Pereira. “Não concordo com isso. Precisamos debater mais esse assunto.”
Pelo projeto, os vereadores trabalhariam de 1º de fevereiro a 15 de julho, teriam 15 dias de folga e voltariam ao trabalho no dia 1º de agosto, indo até 23 de dezembro. O recesso atual de 55 dias ocorre entre os meses de dezembro e janeiro. “Em julho, temos poucas matérias para serem votadas. No entanto, em dezembro, por conta do volume de trabalho, temos sempre que convocar sessões extraordinárias, que nem sempre alcançam o quórum necessário”, defendeu Jépy.
A troca proposta por Jépy não apresentará resultados práticos à população. É normal o prefeito convocar extraordinárias na segunda quinzena de dezembro. Os vereadores não ganham para participar, mas a falta sem justificativa prevê desconto nos salários.
O recesso de julho, que era comum na Câmara, foi abolido pelo ex-vereador Marcelo Valim (PSDB) em 2006. Nos anos seguintes, Jépy Pereira tentou por duas vezes reimplantar as férias, mas o plenário foi contra nas duas oportunidades, por causa da pressão popular.
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