Amor entre homem e cão é eternizado em obra literária


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Dino ‘adestrador’ lança na noite deste sábado seu primeiro livro: Um Anjo Chamado Kaoma. Obra é uma homenagem à sua rottweiler que morreu e 2011. Mesmo possuindo hoje outros cães, Kaoma não foi apagada de sua memória
Dino ‘adestrador’ lança na noite deste sábado seu primeiro livro: Um Anjo Chamado Kaoma. Obra é uma homenagem à sua rottweiler que morreu e 2011. Mesmo possuindo hoje outros cães, Kaoma não foi apagada de sua memória

Nas páginas de Um Anjo Chamado Kaoma, o amor entre um homem e seu cão foi eternizado em linguagem simples e despretensiosa. Adoniran Thomaz - ou Dino adestrador, como é conhecido -concebeu por acaso sua obra enquanto desabafava na internet a dor de ver partir uma das melhores amigas que já teve. “Kaoma morreu em 2011, devido a um câncer no intestino. Quando ela ficou doente, senti que precisava desabafar e comecei a contar nossa história em uma comunidade do Orkut chamada Eu Amo Meu Rottweiler.” A partir daí, pessoas do Brasil e exterior passaram a acompanhar a luta de Dino e Kaoma. “Depois que ela morreu, muitos membros da comunidade disseram que eu precisava escrever sua história. Juntei minhas economias para publicar este livro; um dos últimos investimentos para preservar a memória da Kaoma.”

Sua história com Kaoma começa em 1992, antes mesmo de conhecê-la. Dino ainda trabalhava em uma loja de materiais elétricos e adestrar animais era sua ocupação nas horas vagas. De acordo com ele, por ser, na época, novo no ramo, chegavam até suas mãos os cães mais arredios, passados adiante pelos adestradores que tinham a opção de escolher seus clientes. Por essa razão, Conan, um rottweiler de quase 70 quilos, tornou-se seu ‘pupilo’. Já em idade adulta, o animal resistia aos comandos ensinados. “A situação mudou quando eu, com pouco mais de 60 quilos, consegui colocar o Conan de barriga para cima em submissão. Travamos uma luta corporal, mas depois disso nos tornamos amigos.” A partir de então, a ideia de possuir seu próprio rottweiler tornou-se fixa. “Fiquei muito amigo deste cão e pedi a seu dono um filhote de sua linhagem. Ele não teve descendentes, mas seus ‘pais’ cruzaram novamente e, dessa ninhada de ‘irmãos’ do Conan, eu peguei a Kaoma.”

Dino ainda revela que a ideia era adestrar muito bem seu rottweiler para que ele fosse seu “cartão de visitas”, o espelho de seu trabalho. “Ela veio com a finalidade de promover um sucesso profissional financeiro mas me mostrou que a realização profissional não estava no dinheiro e sim no que você é capaz de fazer para ajudar as pessoas com a sua profissão”, disse enquanto lembrava-se das ações que deram origem ao projeto que hoje leva o nome Kaoma. “É um projeto solitário onde eu levo meus cães em lugares que precisam de alegria ou ajuda terapêutica.”

A semente de Kaoma germinou. Mesmo após sua morte, seu trabalho social teve continuidade através das patas de Andora - a golden retriever adestrada de Dino - e Luna, uma ‘lulu da Pomerânia’ que também segue nesta jornada. Mas engana-se quem, a primeira vista, imagina que haja apenas flores no livro. O autor fez questão de relatar os momentos de estresse. “Não é para pensar: ‘ah, o Dino era bonzinho e a Kaoma nunca tomou um tapa’, não! Ela já chegou a tomar tapas. Eu sou ser humano, e erro, mas ela me ensinou que nada daquilo era preciso. Em um dia de falta de paciência, aprendi o que é perdoar e, principalmente, ser perdoado. O livro conta tudo.”

Na noite de hoje acontecerá o lançamento da obra que narra detalhes desta história. Aos interessados, o livro pode ser adquirido em livraria local ou através da internet, com encomendas pelo (facebook/projetokaoma).

SERVIÇO
Coquetel de lançamento:
Um Anjo Chamado Kaoma
Data: 11 de maio
Horário: 19h30
Local: Livraria Pé da Letra - rua Major Claudiano, 1.289 - Centro
Valor da obra: R$ 20
Entrada: Gratuita

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