Exportações de Franca sofrem queda de 14% no 1º trimestre


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Plantação de café em Franca: exportação do produto não-torrado caiu 76,52%
Plantação de café em Franca: exportação do produto não-torrado caiu 76,52%

As exportações de Franca caíram no primeiro trimestre deste ano, de acordo com o último relatório da balança comercial divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Nos primeiros três meses de 2013, a cidade vendeu ao exterior US$ 39,9 milhões - queda de 14,18% em relação ao mesmo período do ano, quando o volume de vendas chegou a US$ 46,5 milhões. Os produtos que apresentaram as maiores baixas foram o café não-torrado e o calçado de couro natural.

Enquanto as exportações de Franca caíram, as importações subiram. No primeiro trimestre do ano passado, as empresas da cidade compraram US$ 8,5 milhões em produtos do exterior. Esse montante passou para US$ 9,4 milhões neste ano - crescimento de 10,5%.

O produto que apresentou maior aumento nas importações foi o zíper, com uma variação positiva de 5,93% em comparação ao mesmo período do ano passado. O número é ainda maior quando considerada a quantidade líquida do produto importado, em quilos: 40,7%. No primeiro trimestre de 2012, empresas da cidade compraram 46.782 kg de zíperes no exterior, contra 65.861 kg de janeiro a março deste ano.

‘CULPA DO BRASIL’
Os números de Franca acompanham a atual situação do Brasil. No primeiro trimestre do ano, o país apresentou uma queda de 7,7% nas exportações e um acréscimo de 6,33% nas importações.

Para o economista Antônio Moraes Júnior, a diminuição das vendas e o aumento das compras no exterior estão interligados. “A economia do Brasil está passando por uma série de problemas. Existe uma crise externa e, aliado a isso, o país passa por uma desindustrialização, que vem acontecendo há vários anos, por causa de fatores como perda de competitividade, burocracia e impostos elevados”, apontou. “Os custos da produção no Brasil estão crescendo além dos custos dos outros países. Isso tem dificultado o escoamento da nossa produção e feito as importações aumentarem, o que é preocupante, pois afeta o país inteiro”, completou.

Mas o problema da desindustrialização pode ser solucionado, na opinião de Moraes Júnior. “É preciso uma série de medidas para reverter esse quadro. Não é fácil, pois envolve muitos investimentos em educação [para a qualificação da mão-de-obra, o que diminui os custos de produção], em tecnologia e infraestrutura, além da desburocratização e redução da carga tributária. Precisamos capacitar o país para que ele se torne mais competitivo”, afirmou.

A respeito de Franca, o economista pondera que o fato de as exportações terem diminuído não significa, necessariamente, que a cidade esteja em crise. “Pode ser que parte da produção francana esteja sendo escoada no mercado local.”

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