Delegado do 2º DP confirma furto antes de atropelamento de pintor


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Carro com a frente danificada após motorista se envolver em acidente com vítimia fatal
Carro com a frente danificada após motorista se envolver em acidente com vítimia fatal

O delegado João Walter Tostes Garcia, titular do 2º Distrito Policial, que conduz as investigações do atropelamento que culminou na morte do pintor Rogério Bonini Mendes, 32, que morava no Jardim Califórnia, revelou ter novas informações sobre o caso. Em entrevista, ontem, ele confirmou ao Comércio ter havido um crime de furto momentos antes do acidente de trânsito. Segundo Tostes, o fato foi veio à tona em depoimento prestado por uma mulher, já idosa, moradora na rua Escrivão Marcos Sodré. O policial não deu maiores detalhes sobre o crime, sequer esclareceu se algo foi levado e em que circunstâncias Mendes se envolveu. O fato é que ele é o autor do furto.

Esta afirmação foi feita antes pelo vendedor Guilherme Arantes Junqueira, 24, que dirigia o Peugeot prata que atropelou Bonini. De acordo com depoimento do acusado à polícia, prestado na manhã do dia 24 de abril, Junqueira seguia com o Peugeot e conversava com um ciclista quando viu dois homens pulando o muro de uma residência na noite de 21 de abril. Ambos tentaram cercar os indivíduos, mas Guilherme Arantes perdeu o controle do carro e atropelou o pintor e o ciclista.

Junqueira fugiu sem prestar socorro e abandonou o veículo na mesma noite, no bairro Estação. Populares que ouviram o barulho do atropelamento e saíram para ver o que acontecia anotaram a placa do carro e passaram para a Polícia Militar. Em estado grave, o pintor ficou internado no CTI (Centro de Terapia Intensiva) da Santa Casa. Dois dias depois, não resistiu aos graves ferimentos e morreu.

O CICLISTA
O delegado também confirmou que ouviu o ciclista citado por Junqueira. Ele é um mecânico de 38 anos, morador na Vila Nossa Senhora de Fátima. A testemunha também disse que o atropelamento é fruto de um acidente. “Ele falou que o carro derrapou. Disse que tinha uma areia por ali e que (o motorista) deve ter calculado mal a velocidade, alguma coisa assim. Derrapou na areia e o carro pegou ele”, contou João Tostes.

Com o que foi apurado até o momento, o policial civil diz que não se pode constatar o dolo eventual - intenção de matar - no acidente. Outros testemunhas ainda serão ouvidas, pois o inquérito ainda não está encerrado. “Temos que aguardar o laudo para saber os tipos de lesões e depois fazer a reprodução simulada dos fatos para ver se o que o acusado conta é compatível com o que consta no laudo”, finalizou o delegado.

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