Polícia Civil apreende no Planalto R$ 300 mil em tênis e bolsas


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Tênis suspeitos de serem falsificados são vistos apreendidos no 3º Distrito Policial na tarde de ontem. Quase 4 mil pares foram retirados de circulação em operação
Tênis suspeitos de serem falsificados são vistos apreendidos no 3º Distrito Policial na tarde de ontem. Quase 4 mil pares foram retirados de circulação em operação

A indústria da falsificação sofreu um golpe ontem. Cerca de R$ 300 mil em tênis e bolsas com nomes de marcas famosas e materiais que eram usados para a fabricação ilegal dos produtos foram apreendidos durante operação da Polícia Civil de Franca. Quatro proprietários de fábricas foram qualificados e poderão responder por crime contra patente de invenção, além de sonegação fiscal. O dono de um galpão usado como depósito no Jardim Planalto está sendo procurado. Aproximadamente 3.700 pares de tênis e 350 bolsas, todos pirateados, fazem parte da lista de apreensões.

A operação foi realizada pela Delegacia Seccional e executada por policiais dos cinco distritos da cidade. Munidos de mandados de busca e apreensão, investigadores e agentes saíram às ruas no final da manhã. Em duas fábricas instaladas na Vila Nossa Senhora das Graças, a equipe do 1º DP localizou e apreendeu quase 350 bolsas Louis Vuitton e grande quantidade de material usado na fabricação. No Jardim Palma, policiais do 4º DP estiveram em uma fábrica onde cerca de mil pares de tênis falsos das marcas Adidas e Osklen, prontos para entrega, foram confiscados.

A maior apreensão foi registrada em um galpão usado como depósito na Rua Antônio Alves Taveira, no Jardim Planalto. Investigadores do 3º DP precisaram estourar uma das portas para entrar no local, onde localizaram 2.099 pares de tênis também piratas. A mesma equipe esteve em uma fábrica no Planalto, e mais 350 pares de tênis foram apreendidos, junto com materiais manipulados por funcionários.

Os proprietários das quatro fábricas e o responsável pelo galpão do Planalto responderão em liberdade pelos crimes de falsificação e sonegação de impostos. “A tendência de quem falsifica é omitir a nota fiscal, o que caracteriza a sonegação e todos poderão responder pelos dois crimes”, lembrou o delegado assistente da Seccional de Franca, Wanir José da Silveira Júnior, que coordenou a operação. Tudo o que foi apreendido será destruido após a emissão do laudo pericial que será usado para constatar a falsificação.

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