Medalhistas


| Tempo de leitura: 4 min

Termina hoje prazo para Valéria Marson e Pastor Otávio devolverem dinheiro à Câmara

Termina nesta quinta-feira o prazo para os vereadores medalhistas devolverem à Câmara Municipal o dinheiro público usado para bancar a participação em evento de promoção pessoal em São Paulo. No mês de fevereiro, Valéria Marson (PSDB), Pastor Otávio (PTB) e Nirley de Souza (DEM) participaram de um seminário, onde receberam a medalha “Ulisses Guimarães Mérito Eleitoral” por terem sido os mais votados nas eleições de outubro.

A Câmara desembolsou cerca de R$ 3,8 mil, incluindo transporte, hospedagem e taxa de inscrição que dava direito à premiação com as medalhas, para bancar a participação dos vereadores no evento. Após a farra das medalhas ter sido denunciada por este Comércio, a Comissão de Corregedoria analisou as contas e justificativas apresentadas pelos parlamentares e concluiu pela devolução do dinheiro.

Nirley de Souza se antecipou à conclusão do relatório e restituiu a Câmara em cerca de R$ 800. Os outros dois medalhistas ainda estão em débito. “Caso eles não façam a devolução, o nosso departamento financeiro vai comunicar a Corregedoria para tomar as providências cabíveis”, afirmou o presidente da Câmara, Jépy Pereira (PSDB). A denúncia ao Conselho de Ética é uma das possibilidades.

Na véspera do vencimento do prazo, Pastor Otávio apresentou uma justificativa surpreendente para explicar os motivos pelos quais não fez a devolução. “Não fui notificado pela Câmara para devolver. Só fiquei sabendo pela notícia que você fez.”

Notificado pelo Ministério Público a esclarecer o uso de dinheiro público em evento que recebeu a medalha de prata por ter sido o segundo mais votado em Franca, o vereador sustentou por escrito à legalidade de sua viagem. “O Pastor jamais faria algo ilegal, errado. A Câmara autorizou a viagem e fez nossa inscrição.” O promotor Paulo Borges não se convenceu com as justificativas e o notificará para assinar um Termo de Ajustamento de Conduta. Os medalhistas terão que pagar uma multa por danos morais coletivos.

Encontro raro
Os três últimos prefeitos de Franca se encontraram terça-feira à noite no evento promovido pelo Sindicato das Indústrias no salão de eventos do Hotel Dan Inn. Gilmar Dominici (PT), Sidnei Rocha (PSDB) e Alexandre Ferreira (PSDB) acompanharam a solenidade de lançamento do registro de indicação de procedência do calçado produzido na cidade.

Companheiro Geraldo
Além de Dominici, Marcial Inácio, presidente do diretório municipal do PT, o assessor parlamentar Gilson Pelizaro e o vereador Márcio do Flórida, todos petistas de carteirinha, foram ouvir as palavras do tucano Geraldo Alckmin.

Pisante novo
Durante café na sede do Grupo GCN, o governador recebeu do deputado Gilson de Souza (DEM) um par de sapatos produzido pela Raphael Steffens. Alckmin guardou o calçado velho na caixa e saiu usando o modelo novo. “Este aqui é mais chique.” O tucano também ganhou uma bolsa da Carmen Steffens para presentear a mulher, Lu Alckmin. O modelo custa em torno de R$ 3,9 mil.

Lei Ana Laura
O vereador Adérmis Marini (PSDB) entregou ao governador um exemplar do Comércio da Franca destacando a informação de que a Lei Ana Laura, de sua autoria, havia se espalhado pelo País. Adérmis pediu a Alckmin que faça campanhas de incentivo à doação de medula no Estado com o mesmo nome. O governador prometeu avaliar a possibilidade.

Férias de inverno
Não é de hoje que o vereador Jépy Pereira (PSDB) tenta emplacar na Câmara o projeto que permite a Câmara Municipal entrar de férias no mês de julho. Por duas vezes, ele já insistiu com a proposta, mas o plenário foi contra nas duas oportunidades por causa da pressão popular. O recesso atual de 55 dias ocorre entre os meses de dezembro e janeiro. Jépy propõe que os vereadores descansem 15 dias durante o período de férias escolares em julho. Em contrapartida, esticariam as reuniões ao longo de dezembro o que, na prática, já acontece por conta das reuniões extraordinárias que sempre são convocadas pelo Executivo.

Faz de conta
Jépy parece gostar de confusão. A história de demitir assessores que não têm curso superior é balela. Se fosse assim, os deputados estaduais e federais teriam que trocar quase todo o time. O cargo é de confiança, não depende de diploma.

O padrinho não gostou
O ex-prefeito Sidnei Rocha (PSDB) tem dito a amigos que Alexandre Ferreira errou feio ao não conseguir realizar uma Expoagro com grade de shows atraente e ao discutir com a ex-secretária de Educação, Leila Haddad. Aliás, durante os discursos no evento do setor calçadista esta semana, somente o governador Alckmin se lembrou de Sidnei Rocha...

Edson Arantes
Jornalista – edson@comerciodafranca.com.br

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários