Receita Federal de Franca recolhe 13 milhões de cigarros este ano


| Tempo de leitura: 2 min
Agentes da Receita acompanham os trabalhos de descarte no aterro municipal. Objetivo é evitar que os cigarros contrabandeados cheguem ao consumidor
Agentes da Receita acompanham os trabalhos de descarte no aterro municipal. Objetivo é evitar que os cigarros contrabandeados cheguem ao consumidor

A Receita Federal de Franca está atenta ao aumento do consumo de produtos contrabandeados de outros países para a região. São cigarros, cosméticos, bebidas, mídias falsificadas e remédios transportados e comercializados ilegalmente. Só para se ter uma ideia do tamanho do problema, de janeiro a abril, foram recolhidos pela delegacia local 13,1 milhões de cigarros vindos do Paraguai. O número é bem superior ao total registrado em todo o ano passado, quando foram apreendidas 10 milhões de unidades do produto.

A jurisdição da delegacia francana engloba 31 municípios e é responsável por prevenir e combater sonegação fiscal, contrabando, descaminho, pirataria, fraude comercial e tráfico de drogas e de animais em extinção.

Segundo o analista do setor de logística da base francana, João Maurício Lopes, nenhum cigarro pode ser importado para o país devido às rígidas leis protecionistas brasileiras. Talvez, por isso, eles sejam os campeões de apreensões. “Normalmente, são trazidos do Paraguai e são apreendidos em rodovias e estradas que cortam a cidade. Não é possível afirmar que todo o material apreendido é consumido nesta região, porque ela faz fronteira com Passos (MG) e outras cidades, mas boa parte fica aqui.” Lopes explica que uma pessoa flagrada transportando cigarros de países vizinhos pode responder processo criminal de descaminho e pagar multa por contrabando.

Todo o material apreendido fica guardado no prédio da Receita Federal para posterior descarte. Como o espaço é limitado, a destruição dos produtos acontece de “tempos em tempos” e é sempre feita com a ajuda da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca).

“Costumávamos espalhar todo o material no chão e passar com a máquina (trator) várias vezes em cima até enterrar todos os cigarros, mas não dava muito certo, porque muita gente passa por aqui e um ou outro acabava mexendo na terra para pegar cigarro”, disse o diretor administrativo da Emdef, Edvaldo Curciolli, que acompanhou o descarte de 215 mil maços, feito ontem pela manhã, no aterro sanitário da cidade, próximo ao Distrito Industrial.

Um aparelho triturador cedido pela ABCF (Associação Brasileira de Combate à Falsificação) destruiu todo o material que encheu a carroceria de um caminhão. De acordo com o site da associação, a ABCF é uma organização sem fins lucrativos mantida com a ajuda de empresas e órgãos não oficiais, inclusive multinacionais da indústria do tabaco.

“Fazendo o descarte assim [triturando], fica impossível consumir o produto. Não precisa nem jogar terra em cima”, explicou o agente da Receita, Raul Ferreira Rosa Filho, que confidenciou à reportagem ter parado de fumar há pouco tempo. “Veja só se pode, faz apenas 25 dias que abandonei o vício e me colocaram para destruir cigarros [risos]. Está sendo uma prova de fogo”, brincou.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários