Através das informações passadas pela estudante de 19 anos, violentada no início de abril quando saía da Unesp, os agentes da DIG conseguiram chegar aos motoristas. O que levou ao desfecho positivo foi o retrato falado.
Inicialmente, a vítima olhou álbuns fotográficos digitais com quase 6 mil imagens de indivíduos cadastrados pela polícia de Franca. Como não reconheceu ninguém, a lista de suspeitos praticamente “zerou”.
“No início trabalhávamos com a hipótese de que os autores fossem pessoas que queriam roubar a vítima e, na última hora, praticaram o crime sexual”, revelou o delegado Márcio Murari.
Sem uma pista concreta, a jovem foi levada à sede do Deic, em São Paulo. “A vítima foi bastante firme em passar informações importantes e características dos envolvidos. No Deic, foi realizado um retrato falado que muito nos ajudou na identificação de um dos suspeitos”, disse Murari. O processo de confecção do retrato falado durou cerca de 4 horas.
Na última segunda-feira, de posse da imagem feita em São Paulo, os policiais da DIG chegaram a Antônio Edvan da Silva Ferreira. A semelhança do rapaz com o retrato falado só não convenceu o próprio Ferreira, que mesmo diante da imagem, insistiu em negar. A confissão só veio com a apreensão do celular da vítima que estava em poder de uma parente do motorista. O segundo indivíduo acabou preso ao retornar de uma viagem a São Paulo na noite de segunda-feira.
Ontem, a estudante reconheceu os envolvidos e o carro, o que finalizou as investigações. Resta encaminhar à Justiça o inquérito policial, o que deve ser feito já nos próximos dias. A prisão é temporária. O delegado Márcio Murari já adiantou que irá pedir a preventiva, o que deve manter os acusados encarcerados até o julgamento.
Feito no Deic - Investigador Luciano Tavares segura o retrato falado de Antônio Ferreira, 29
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