Retrato falado levou polícia aos suspeitos


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Investigador Paulo Rodrigues caminha com José Alex da Silva, 28, na sede da delegacia especializada de Franca e passa ao lado de Chevette apreendido que foi usado no crime registrado nos primeiros dias de abril deste ano
Investigador Paulo Rodrigues caminha com José Alex da Silva, 28, na sede da delegacia especializada de Franca e passa ao lado de Chevette apreendido que foi usado no crime registrado nos primeiros dias de abril deste ano

Através das informações passadas pela estudante de 19 anos, violentada no início de abril quando saía da Unesp, os agentes da DIG conseguiram chegar aos motoristas. O que levou ao desfecho positivo foi o retrato falado.

Inicialmente, a vítima olhou álbuns fotográficos digitais com quase 6 mil imagens de indivíduos cadastrados pela polícia de Franca. Como não reconheceu ninguém, a lista de suspeitos praticamente “zerou”.

“No início trabalhávamos com a hipótese de que os autores fossem pessoas que queriam roubar a vítima e, na última hora, praticaram o crime sexual”, revelou o delegado Márcio Murari.

Sem uma pista concreta, a jovem foi levada à sede do Deic, em São Paulo. “A vítima foi bastante firme em passar informações importantes e características dos envolvidos. No Deic, foi realizado um retrato falado que muito nos ajudou na identificação de um dos suspeitos”, disse Murari. O processo de confecção do retrato falado durou cerca de 4 horas.

Na última segunda-feira, de posse da imagem feita em São Paulo, os policiais da DIG chegaram a Antônio Edvan da Silva Ferreira. A semelhança do rapaz com o retrato falado só não convenceu o próprio Ferreira, que mesmo diante da imagem, insistiu em negar. A confissão só veio com a apreensão do celular da vítima que estava em poder de uma parente do motorista. O segundo indivíduo acabou preso ao retornar de uma viagem a São Paulo na noite de segunda-feira.

Ontem, a estudante reconheceu os envolvidos e o carro, o que finalizou as investigações. Resta encaminhar à Justiça o inquérito policial, o que deve ser feito já nos próximos dias. A prisão é temporária. O delegado Márcio Murari já adiantou que irá pedir a preventiva, o que deve manter os acusados encarcerados até o julgamento.


Feito no Deic - Investigador Luciano Tavares segura o retrato falado de Antônio Ferreira, 29

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