“João” quer dizer “Deus é misericordioso”
João de Beverley, bispo de Iorque, nasceu em Harpham, povoado de Yorkshire. Jovem ainda ingressou no mosteiro de Kent, dirigido pelo abade. S. Adriano Cantorbery. Retornou ao país e ingressou na abadia de Whitby, governada por S. Hildo, onde se fez beneditino. Mesmo depois de ter sido bispo de Hexham, S. João de Beverley manteve-se fiel às práticas contemplativas, retirando-se para lugares em que pudesse ficar em silêncio e refazer suas forças espirituais. Ao morrer S. Bosa, foi feito bispo de Iorque e fundou o mosteiro de Beverley, para homens e mulheres. Idoso, renunciou o bispado em favor de S. Vilfrido e passou o resto da vida no silêncio do mosteiro de Beverley. Morreu no dia 7 de maio de 721. S. Beda, seu contemporâneo, em sua História eclesiástica, fala com unção da vida e das obras de S. João de Beverley, cujo culto não foi pequeno na Inglaterra católica.
Oração
Da cura do cego
Deus, nosso Pai, Jesus curou o cego de nascença (cf.Jo 9,1ss) - curai também hoje a nossa visão interior. Sois a Luz dos homens - possamos ver os sinais do vosso amor operante. Sois a Vida - regenerai-nos e fortalecei-nos. Sois o Deus-conosco - socorrei o nosso espírito e o mundo necessitado de paz. Sois o Caminho (cf. Jo 14,6) - guiai nossos passos errantes. Caminhastes com os desanimados discípulos de Emaús (cf. Lc 24,13ss) - velai por nós que também tateamos pelas estradas do mundo, tantas vezes sem abrigo de alma e de corpo, deserdados da paz e de todo bem. Vós que curastes o possesso de Carfanaum, a sogra de Pedro, o leproso, o paralítico, o homem de mão seca, o servo do centurião, o filho da viúva de Naim, a filha de Jairo... (cf.Lc - 7,11), sede o Médico de nossas almas (cf. Lc 7,1ss). Curai nosso olhar sem graça, impiedoso, triste, condenatório, inquisidor. Curai nossa vida sem sentido e sem esperança. Sois verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus - dai-nos fome e sede de humanidade e de compaixão divina. Vós que expulsastes o demônio mundo (cf. Lc 4,31ss) - desatai nossa língua para que expulsos sejam os demônios que nos habitam e proclamemos a paz, a esperança, a retidão de vida, os sonhos e promessas já e ainda não cumpridos.
Os Cinco Minutos dos Santos/ J. Alves.
São Paulo: Editora Ave-Maria, 2002.
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