A população da zona oeste da cidade recebeu ontem a visita de uma equipe da empresa Attas Treinamento e Assessoria, contratada pela Secretaria de Ação Social, para investigar as condições sociais dessa região da cidade. O levantamento socioeconômico abrangerá seis bairros, entre eles o Jardim Palmeiras, Jardim Martins e Vila São Sebastião. Serão visitadas duas mil residências, inclusive as de famílias que moram às margens do córrego Engenho Queimado, que passará por revitalização (leia mais nesta página).
Ao todo, 22 estagiários do curso de Serviço Social da Unesp de Franca contratados pela Attas passaram por capacitação para realizar as entrevistas com os moradores. Neste sábado, três assistentes sociais acompanharam as entrevistas.
No mutirão realizado ontem, os moradores da região responderam a perguntas sobre renda, emprego, total de crianças, adolescentes, idosos e se há deficientes moradores nos imóveis, assim como problemas do seu bairro e quais serviços ainda precisam ser aprimorados. “Essas perguntas vão ajudar a identificar as famílias com o perfil para o Cadastro Único [o cadastro é usado para inserção em programas do governo de transferência de renda], as moradias consideradas precárias e o que os moradores apontam como necessidade para a infraestrutura do bairro”, disse a assistente social Taís Pereira de Freitas, diretora da Attas.
A secretária municipal de Ação Social, Gislaine Peres, afirmou que a Prefeitura irá utilizar o levantamento para saber que tipo de estruturas estão faltando na região, como escolas e creches. “As famílias com renda de até três salários mínimos serão convidadas a serem inseridas no Cadastro Único do governo federal”, disse Gislaine.
A previsão é a de que até 17 de maio a pesquisa da região oeste esteja finalizada. As visitas continuam durante essa semana. “A população às vezes fica com receio, mas pode receber os cadastradores, que são de uma empresa contratada pela Prefeitura”, diz Gislaine. Os entrevistadores estão uniformizados e com crachás.
Entre os moradores entrevistados pela empresa Attas neste sábado estava o sapateiro Carmo dos Santos, 46, morador da Vila Pandolfo. A sua residência fica a poucos metros de um barranco que margeia o Engenho Queimado. “Disseram que esse levantamento é para melhorar o bairro. Já fizeram uma pesquisa, mas continua igual. Provavelmente essa administração quis fazer uma nova pesquisa para dar andamento em algum projeto. Espero que arrumem o córrego que está desbarrancando”, afirmou.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.