A Vigilância Ambiental de Franca confirmou, ontem, que o número de casos positivos de dengue está em crescimento na cidade. Depois de ter registrado um 2012 tranquilo, neste ano o mosquito da dengue tem agido por todas as regiões e já “derrubou” 128 moradores. No ano passado, foram somente três casos. A situação mais grave ocorre no Complexo do Jardim Aeroporto, seguido do Jardim Palestina, Centro, Cidade Nova e Parque Vicente Leporace (veja quadro nesta página). Segundo o diretor de Vigilância em Saúde, José Conrado Netto, o município tem, além desses casos confirmados, 68 casos suspeitos, que aguardam o resultado de exames.
O órgão tem intensificado os trabalhos de prevenção com apoio de secretarias municipais e instituições, como igrejas e centros comunitários. Ele acredita que o aumento dos casos da doença se deve à falta de conscientização e ao descaso da população. “Como no ano passado tivemos poucos casos, as pessoas relaxaram, não estão preocupadas”, disse Netto, que registrou maior incidência de casos após o Carnaval e o fim das férias escolares. “O número começou a crescer com a volta às aulas, pois é quando as pessoas retornam das férias no litoral ou em outras cidades com grande incidência de dengue.”
A fim de evitar novos registros, a Vigilância garantiu que tem realizado o serviço de bloqueio em até 500 metros do local de confirmação de casos e expandido o trabalho casa a casa para a eliminação de criadouros do mosquito Aedes Aegypt. Nos bairros com maior quantidade de casos confirmados, como no Complexo Aeroporto, a Secretaria de Serviços também tem colaborado para a retirada de entulhos de quintais e terrenos baldios. Netto lembra que utensílios com água parada, como vasos, vidros, tambores e garrafas, são propícios para se tornarem criadouros de larvas.
Em que pese a orientação valiosa de Netto, moradores do Jardim Dermínio - que tem dois casos registrados - reclamam da falta do serviço de bloqueio no entorno das casas com os casos da doença.
É o caso de uma manicure que mora e trabalho no bairro e que está se recuperando da dengue. “Tem um foco de água parada bem aqui em frente meu salão, com uma mina de água limpa na praça, e não fizeram nada a respeito”, disse ela, que pediu para não ter o nome divulgado.
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