Moradores de rua de Franca vão ser cadastrados para ter acesso aos programas de transferência de renda, receberão assistência médica nas ruas e terão à disposição uma casa para buscar ajuda, comer alguma coisa ou, simplesmente, tomar um banho. As medidas fazem parte do programa Mão Amiga, lançado ontem pela Prefeitura com a finalidade de acolher e prestar assistência às pessoas em situação de vulnerabilidade. Na tentativa de melhorar a qualidade do atendimento prestado, o município realizará 11 ações diferentes que vão integrar praticamente todas as secretarias.
Diferencial do programa, a base de apoio aos moradores de rua, chamada de Centro Pop, é uma iniciativa do governo federal para retirar 16 milhões de brasileiros da extrema pobreza. Funcionam como um espaço para o convívio em grupo. As unidades funcionam durante a semana, oito horas por dia. Oferecem sala de atendimento individualizado, familiar ou em pequenos grupos; salas para atividades coletivas; cozinha, refeitório e lavanderia; banheiros masculinos, femininos e adaptados para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, além de armários individualizados.
“Teremos uma equipe de psicólogos e assistentes sociais treinados para receber o morador de rua e oferecer todo o suporte que ele necessitar. A pessoa poderá procurar encaminhamentos para os serviços de saúde, educação e assistência social, e obter as informações necessárias para melhorar de vida”, disse o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB). A Prefeitura alugará um imóvel na avenida Hélio Palermo para instalar o centro de triagem.
O pacote de ações também prevê a inserção dos moradores de rua no cadastro único do governo federal para permitir o acesso aos programas de transferência de renda; a melhoria da atuação da busca ativa; a instalação dos consultórios na rua para assistir de forma mais ampla os necessitados; reforma e ampliação do abrigo provisório; instalação de unidade de acolhimento; comunidade terapêutica; Caps 24 horas; otimização no exercício do poder de fiscalização; e campanhas para orientar a população a não dar dinheiro nas ruas. “Estamos inaugurando um novo modelo de atendimento integral entre as secretarias. Vamos oferecer toda a estrutura necessária para a pessoa sair da situação de morador de rua e melhorar a qualidade de vida, mas, se ela não quiser o atendimento, é um direito”, concluiu o prefeito.
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