O prefeito de Restinga, Paulo Pitt (DEM), e sua vice Luciene Martins (PRB) foram ouvidos na tarde de ontem pela CEI (Comissão Especial de Inquérito) aberta para apurar o tumulto ocorrido no último dia 2 de abril durante sessão na Câmara de Vereadores. A denúncia é de que os dois teriam participado, de forma indireta, da manifestação. Em depoimento, questionados pelo presidente da CEI, Leonardo Neves Cintra (DEM), ambos negaram todas as acusações. A população não pôde acompanhar a oitiva, o que gerou uma certa gritaria do lado de fora no início dos depoimentos. Inclusive, o ex-prefeito de Franca, Sidnei Rocha (PSDB), que estava na cidade para participar de uma reunião do Comam (leia texto nesta página) quis entrar, mas foi impedido de assistir à audiência.
Acompanhado por seu advogado, José Antônio Lomônaco, Pitt afirmou ser inocente das acusações e disse que no dia do tumulto nem estava na cidade. “Estava em viagem a São Paulo de onde só voltei no dia seguinte.” O presidente da CEI apresentou ao prefeito três nomes - que supostamente teriam envolvimento com a baderna. Pitt confirmou que conhece os citados, mas negou qualquer participação no ocorrido. “Me sinto constrangido com o que está acontecendo, mas é gratificante poder comprovar que eu não mandei ou fiz alguma coisa que tenha contribuído para o tumulto que aconteceu na Câmara. Realmente estava viajando e não fiz nada. Sou inocente e estou tranquilo quanto a isso. Está ficando claro que não tenho nada com o que aconteceu.”
O presidente da CEI considerou positiva a oitiva do prefeito. “O depoimento dele foi muito esclarecedor e só vem a enriquecer o processo democrático da cidade.” A comissão agora concluirá os trabalhos com elaboração do relatório de todos os depoimentos. A CEI deve ser concluída em até 90 dias.
O advogado de Pitt, José Antônio Lomônaco, acredita que o prefeito será inocentado. “Ele respondeu com muita clareza e equilíbrio. Mostrou que não tem nada haver com esta história. A partir de agora vamos analisar os acontecimentos de hoje [ontem] e das repercussões jurídicas, para ver se há conveniência ou não de alguma outra medida que eventualmente esteja à disposição do prefeito.”
O advogado afirmou ainda que nas 40 folhas que compõem o processo, Pitt foi mencionado em apenas uma frase. “Alguém teria dito que ouviu um terceiro falar do envolvimento do prefeito. É uma boataria sem fim. Ele não tem essa conduta. Por essa razão, acredito que não há elementos para configurar qualquer tipo de conduta ilegal do prefeito.”
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