Dezoito de fevereiro de 2013. Essa era a data em que a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Aeroporto deveria ter sido entregue, de acordo com uma placa em frente à construção. No entanto, a obra, que funcionará nos moldes de um pronto-socorro, já sofreu dois aditamentos. O edital do último deles foi publicado no último dia 1º e adiou a entrega da unidade em 150 dias, ou seja, para outubro ou novembro deste ano.
A obra, que engloba uma nova UBS (Unidade Básica de Saúde) para o bairro, está orçada em R$ 4,8 milhões, sendo R$ 3 milhões pagos pelo governo federal. Deste montante, R$ 2,6 milhões vão para a UPA e R$ 400 mil, para a unidade básica. O centro de saúde está sendo construído pela construtora Conspen, e deverá gerar 60 empregos.
O Comércio da Franca visitou a construção do pronto-socorro e constatou que grande parte da estrutura física já está praticamente pronta. De acordo com o diretor da Conspen, João Cheade, a empresa está trabalhando para entregar a unidade até outubro.
“A obra atrasou, primeiramente, por causa de um período grande de chuvas, que durou de outubro de 2012 a março de 2013. Isso causou o primeiro aditamento [realizado no dezembro do ano passado, adiando a obra até maio]. Depois disso, houve algumas adequações ao projeto, que a Prefeitura foi obrigada a fazer, em função de equipamentos novos e mais modernos que ela resolveu comprar. Isso provocou o segundo aditamento, com mudanças internas de fiação, portas e outras, para melhorar o atendimento ao público”, explicou Cheade.
A secretária municipal de Saúde, Rosane Moscardini, esclareceu que, entre os equipamentos que precisam ser adquiridos está um aparelho de raio-X. “Tem que ser feita toda uma estrutura de blindagem, em função da radiação, onde o raio-X vai ser instalado. Tem que licitar esse equipamento, que é caro, e houve problemas com impugnação. Com isso, houve atrasos. Se eu não consigo colocar o equipamento no espaço onde ele está reservado, eu não consigo ir para a frente na construção”, disse. A secretária acrescentou que as mudanças na UPA acarretaram em um aumento na contrapartida que deve ser paga pelo município, mas não soube precisar valores.
A demora na entrega do novo pronto-socorro tem frustrado as expectativas de alguns moradores da vizinhança, como a dona de casa Fernanda de Oliveira Gomes, 30. “É mais difícil para a gente ir até o pronto-socorro [o “Doutor Álvaro Azzuz”]. Na UBS do Aeroporto, às vezes, não tem médico de noite. E, quando tem, o enfermeiro pergunta o que você tem, fala com o médico e te dá o remédio. A gente nem entra no consultório”, afirma.
A costureira Isabel Aparecida, 46, também está ansiosa pela inauguração da UPA. “É pertinho de casa, e vai até valorizar essa área. Aqui nós precisamos de mais locais de alimentação, como pastelarias.”
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