Em cinco anos, o mercado de trabalho de Franca ganhou mais de 15 mil novos empregos. Para se ter ideia deste volume, o número corresponde a uma média de 9 vagas abertas por dia. Os dados são do Ministério do Trabalho e Emprego, colhidos a partir da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), que toda empresa é obrigada a responder, e abrangem o período de 2006 a 2011.
Apesar de ainda ter sua economia pautada pela indústria calçadista, o setor que mais abriu oportunidades foi o comercial. Quatro de cada dez vagas abertas foi para atuar no comércio. Em seguida, aparece o setor de prestação de serviços, que abrange a área educacional e de saúde, por exemplo, com 37% dos novos postos. A indústria só aparece na quarta colocação, com apenas 1,4 mil novas vagas. Perdendo até para a construção civil (veja quadro nesta página).
Para o economista e professor do Uni-Facef, Hélio Braga Filho, o volume de empregos abertos na cidade é alto. “Esse aumento é resultado de uma combinação de fatores que vão desde uma conjuntura nacional e internacional favorável, passando por incentivos dados pelo governo federal até o reaquecimento da economia local.”
Segundo ele, o fato de o comércio e da prestação de serviços terem abertos mais vagas mostra a tendência de a economia de Franca aos poucos perder seu caráter industrial. “A indústria, em especial a calçadista, continua sendo a principal empregadora. Mas o que estamos vendo é uma transformação, com mais postos de comércio e de serviços, principalmente, por causa da criação de novas empresas.”
Taison Junior dos Santos, 25 anos, é um dos que conseguiu um emprego nos últimos cinco anos graças à abertura de novas empresas. Há três anos, ele é vendedor da Caoa Automóveis. “Antes já trabalhava na área, mas quando a Caoa veio para Franca resolvi mudar de emprego. Já fui promovido e não me arrependo da escolha.”
O prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), que foi secretário municipal de Desenvolvimento, atribuiu o aumento de empregos formais na cidade aos investimentos em novos negócios. “O que percebemos é que o francano é um empreendedor. Muitos funcionários que estavam insatisfeitos na indústria acabaram se arriscando e montando seu próprio negócio, em especial no comércio e na terceirização de serviços”, disse.
Para o prefeito, os programas municipais de apoio e qualificação de empresários e trabalhadores tiveram um papel importante nesse crescimento. “Um estudo feito pela secretaria mostra que em 2006, 60% das microempresas que eram abertas fechavam as portas em menos de 12 meses. Com os treinamentos e orientações, este índice caiu para 11%, no ano passado.”
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