A partir do dia 9 de maio o Recanto do Aconchego, no Jardim Milena - que atende crianças e adolescentes vítimas de violência, negligência e outros problemas -, passará a ser administrado por duas novas entidades. A escolha foi feita após análise realizada na última semana por uma comissão formada por representantes dos direitos de crianças e adolescentes, da Secretaria de Ação Social e do Ministério Público. Cinco entidades apresentaram projetos para dar sequência ao trabalho promovido nos últimos cinco anos pela Associação Assistencial Presbiteriana Bom Samaritano.
A secretária de Ação Social, Gislaine Peres, se surpreendeu com o número de interessadas. “Fizemos um longo trabalho junto às entidades, com encontros e visitas, explicando o funcionamento do Recanto do Aconchego e o resultado foi muito bom. O Instituto Samaritano também nos ajudou muito, até porque eles estão à frente da entidade há cinco anos e conhecem bem o funcionamento.”
Os nomes das vencedoras serão divulgados somente na sexta-feira, devido ao prazo de recursos. “Não podemos informar agora para não atrapalhar o processo”, disse a secretária, ressaltando que todas as cinco empresas apresentaram bons projetos e se mostraram aptas a desenvolver o trabalho, mas duas delas ultrapassaram o orçamento previsto.
As duas entidades escolhidas vão dividir o repasse da Prefeitura de R$ 1,9 milhão para o primeiro ano de contrato. O acordo tem prazo de cinco anos, com reavaliações anuais. Uma das entidades ficará responsável por atender a casa central, com 20 vagas para crianças de zero a 12 anos, e a outra selecionada administrará as casas lares, que atendem até 32 adolescentes com idades entre 12 e 17 anos e 11 meses, que ficam com as chamadas mães sociais.
SAÍDA
Um dos motivos que levou o Instituto Samaritano a não renovar o convênio com a Prefeitura após cinco anos foi a mudança na Lei da Adoção, sancionada pelo governo federal em agosto de 2009.
Segundo a direção, para cumprir a lei seria preciso mais R$ 50 mil mensais para dar sequência no trabalho. Apesar do desligamento, a entidade se prontificou em ajudar.
“Eles estão dando toda a assistência e até abriram as portas para que outras entidades possam conhecer o trabalho. Além disso, alguns funcionários do Samaritano manifestaram desejo de continuar trabalhando no Recanto do Aconchego, o que será muito bom porque as crianças já estão acostumadas”, disse a secretária de Ação Social.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.