Prazo apertado, exigências quase impossíveis de serem cumpridas e um valor nada atrativo formaram uma combinação que resultou na falta de interessados em organizar os shows da Expoagro 2013.
Obrigada pelo Ministério Público a realizar uma concorrência pública para escolher a empresa que seria responsável pela parte artística da feira, a Prefeitura deixou para a última hora a abertura da licitação. O edital foi publicado no dia 9 de março, há pouco mais de 60 dias da data de início da feira. Para piorar, o documento ainda continha exigências que praticamente inviabilizavam a organização da feira. Entre elas, a contratação de 200 seguranças credenciados pela Polícia Federal.
O edital também previa a doação de quase 3 mil cortesias por noite, a realização de, no mínimo, sete shows e ainda limitava a cobrança de ingresso a R$ 30. Além disso, a empresa escolhida teria que pagar para a Prefeitura pelo uso do Parque de Exposição o valor mínimo de R$ 500 mil.
Com tantas exigências e um alto valor cobrado, apenas três pequenas empresas se apresentaram. Todas foram desclassificadas por não conseguirem cumprir as determinações do edital. No dia 16 de abril, uma nova concorrência foi aberta, mas as exigências se mantiveram as mesmas. Com o prazo ainda mais curto, apenas uma empresa se apresentou. Mas sua proposta estava completamente fora das exigências.
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