Advogado de Paulo Pitt consegue adiar audiência da CEI para maio


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O advogado José Antônio Lomônaco (com microfone) pede adiamento do interrogatório do prefeito Paulo Pitt aos vereadores que compõem a CEI
O advogado José Antônio Lomônaco (com microfone) pede adiamento do interrogatório do prefeito Paulo Pitt aos vereadores que compõem a CEI

O prefeito de Restinga, Paulo Pitt (DEM), compareceu à Câmara ontem para ser ouvido pela CEI (Comissão Especial de Inquérito), aberta para apurar o tumulto ocorrido no último dia 2 de abril durante sessão, mas praticamente não abriu a boca. O advogado do prefeito, José Antônio Lomônaco, questionou a CEI sobre a audiência ser realizada às portas fechadas impedindo o acesso da população e ainda sobre o prefeito e sua vice, Luciene Martins (PRB), serem convocados como acusados, o que daria o direito de conhecer o processo para que tivessem tempo hábil de preparar a defesa. O advogado pediu o adiamento do interrogatório, que foi remarcado para o dia 2 de maio. Pitt e sua vice são apontados por testemunhas de serem os mandantes do tumulto.

Segundo o advogado, o prefeito não teve acesso às acusações e, portanto, não teve tempo de produzir uma defesa eficiente. “A intimação foi para que ele fosse ouvido como testemunha e não como acusado, como aconteceu. Como acusado, faz parte do procedimento que ele tenha acesso integral a tudo o que está escrito no documento.” O prefeito se defende. “Não fiz nada, nem estava na cidade.”

O presidente da CEI, Leonardo Neves Cintra (DEM), foi surpreendido com o pedido do advogado. “A audiência foi realizada com o intuito de ouvir o prefeito. Acabou que o advogado pediu o adiamento, o que foi aceito pela CEI para que não se alegue futuramente cerceamento de defesa.”

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