Mulher de 56 anos é estuprada no Jd. Luiza


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A delegada Graciela Ambrosio, da DDM, em imagem de arquivo: “Ele (suspeito) desapareceu”
A delegada Graciela Ambrosio, da DDM, em imagem de arquivo: “Ele (suspeito) desapareceu”

A polícia está à procura de um homem descrito como voluntário e obreiro de uma Casa de Recuperação, sediada na região de Franca. Ele é acusado de estuprar uma dona de casa de 56 anos. O crime ocorreu na tarde de terça- feira no interior do imóvel da vítima, no Jardim Luiza. Por vergonha, a mulher só revelou o fato à filha na noite do dia seguinte. Ontem, policiais da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), sob comando da delegada Graciela de Lourdes David Ambrosio, estiveram na sede da instituição. O suspeito, segundo a direção do local, foi embora. Uma foto do rapaz foi apreendida e exibida à vítima, que não teve dúvidas em apontá-lo como autor do crime.

No depoimento que prestou à polícia, a vítima declarou que estava em casa na tarde de terça-feira, quando o suspeito bateu no portão. Eram 14h30 quando ela saiu para atendê-lo. O rapaz se identificou como voluntário de um centro de recuperação para dependentes químicos e ofereceu pacotes com sacos de lixo à mulher. O produto é comercializado para arrecadar recursos em prol da manutenção do projeto. A dona de casa alegou não ter dinheiro, agradeceu e o vendedor foi embora.

Minutos depois, ele voltou, bateu novamente no portão e quando a dona de casa lhe atendeu, pediu um copo de água. A mulher, segundo registrado na delegacia, não se preocupou em trancar o portão e entrou. Quando estava na cozinha, foi surpreendida pelo desconhecido. “Eu te vi e tive vontade de fazer com você.” Estas, segundo a vítima, teriam sido as palavras do rapaz neste momento.

Assustada, ela tentou fugir pela porta dos fundos, mas foi impedida. Horrorizada, a mulher disse ter perdido a voz, pois não conseguia falar e, sob o peso de ameaças de morte, o invasor a obrigou a entrar no quarto, onde a estuprou. Depois do ato consumado, segundo a vítima, ele se limpou em um lençol (apreendido pela polícia) e se arrumou calmamente. Antes de sair, voltou a fazer ameaças se alguém viesse a saber o que aconteceu ali.

“Por vergonha, ela só teve coragem de falar sobre o estupro para a filha na noite de quarta-feira”, disse a Graciela Ambrosio. Uma irmã da vítima, que reside ao lado da casa onde ocorreu o crime, comprou um dos pacotes e através de um panfleto que veio junto com os sacos plásticos, a polícia chegou à Casa de Recuperação. Mesmo com o suspeito tendo fugido, a polícia encontrou pistas que corroboram com a versão da mulher. Em um matagal nos fundos do centro, policiais localizaram uma sacola plástica contendo as roupas que o obreiro usava no dia dos fatos.

“Apuramos que ele veio de Minas Gerais para se tratar contra a dependência de drogas e acabou se tornando voluntário e obreiro, pregando para internos. Hoje (ontem), fomos à sua procura, mas ele desapareceu”, revelou a delegada. Ela não forneceu o nome ou a idade do suspeito por haver dúvidas se de fato a qualificação que há na ficha de internação é mesmo do suspeito. Ele teria sido aceito no centro mesmo não portando documentos de identificação.

No final da tarde de ontem, agentes da DDM receberam informações anônimas do possível paradeiro do suspeito. Hoje, uma equipe deve viajar a Minas Gerais em busca do mesmo. O nome da cidade foi mantido em sigilo.

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