A Diocese de Franca completou ontem, dia 24, cinco meses sem bispo. O período conhecido como Sé Vacante, começou em novembro do ano passado, quando o então bispo diocesano Dom Pedro Luiz Stringhini tomou posse da Diocese de Mogi das Cruzes, e não há previsão para ser encerrado. Dom Pedro Luiz foi transferido para a cidade da Grande São Paulo em setembro do ano passado, pelo papa - hoje emérito - Bento 16, após dois anos e meio em Franca.
Segundo o padre José Geraldo Segantin, atual administrador diocesano, o processo para a escolha do futuro bispo está em andamento, porém, não é possível prever uma data para o anúncio da nomeação. Essa é a segunda vez em 42 anos que a diocese fica com o bispado vago. Na primeira ocasião, em 2009, o novo bispo só foi anunciado sete meses depois.
“Estive recentemente com o Núncio Apostólico - Dom Giovanni d’Aniello - durante Assembleia dos Bispos em Aparecida, e ele não me alertou de nada. Pode a nomeação ser feita na próxima semana ou mesmo daqui a um, dois ou três meses, não se sabe”, disse o padre, que também responde como pároco da Catedral Nossa Senhora da Conceição.
Ontem, a expectativa em torno do anúncio do quarto bispo da Diocese de Franca aumentou com a nomeação do novo arcebispo de Ribeirão Preto, Dom Moacir Silva, que foi transferido de São José dos Campos (leia texto nesta página).
De acordo com o padre José Geraldo Segantin, a ansiedade é natural e a escolha do arcebispo para Ribeirão já era esperada que ocorresse antes do bispo de Franca. “Acreditamos que com essas nomeações feitas hoje [ontem], o Vaticano entrou no ritmo normal de trabalho. Além disso, é um sinal de que a definição do novo bispo de Franca está caminhando.”
O administrador diocesano explicou ainda que caso o novo bispo escolhido seja um padre, o prazo dado para a posse, pós-anúncio, é de três meses até que ocorra a ordenação episcopal. Prazo esse que diminui em um mês, quando o nomeado é um bispo e necessita apenas do tempo para deixar uma diocese e assumir uma nova. “É imprevisível, não posso falar em uma data. O tempo de espera varia muito, há diocese que aguarda praticamente há dois anos, mas o nosso desejo é que seja breve.”
Atualmente no País, de acordo com a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), existem 11 dioceses vacantes, sendo duas no Estado de São Paulo, além de Franca: Caraguatatuba e, agora, São José dos Campos.
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