Vivemos, sem qualquer dúvida, dias atribulados. A matéria prima do noticiário das emissoras de rádio, televisão e jornais é a violência, lamentavelmente generalizada. Em recente pronunciamento na Assembleia Legislativa tive oportunidade de me referir a pronunciamento do meu colega, o deputado Major Olímpio, focalizando com muita propriedade a questão da violência em nosso Estado e apoiando sua reivindicação quanto ao aumento da quantidade de policiais militares e civis para garantir maior segurança e proteção às nossas famílias.
O problema, entretanto ‘e não me canso de focalizar ‘ é muito mais grave e mais profundo; apenas o aumento do aparato policial, seja ele militar ou civil, será insuficiente se não houver combate rigoroso às causas de tanta violência.
Segundo uma regra filosófica básica não há efeito sem causa; a violência, claro, é o efeito; a causa maior é a falta de paz, amor e compreensão no coração de pessoas.
A região nordeste do Estado vive situações similares às ocorridas em todo o País: diariamente, o noticiário policial registra furtos de veículos, assaltos, roubos, estupros, homicídios, latrocínios e todo o tipo de violência. Mesmo assim, no Estado de São Paulo os índices de violência são menores que em muitos outros estados brasileiros.
O fundamental é combater a ‘fábrica de bandidos’ existente não só em nosso Estado mas em todo o País para que não ocorram fatos como os registrados recentemente: aluno de 14 anos agrediu diretor da escola; uma aluna jogou uma bacia na cabeça de sua professora; uma manicure sequestrou e matou o filho de seis anos de uma amiga dela;uma quadrilha de delinquentes estuprava e violentava casais no Rio de Janeiro.
Na minha opinião, o vírus da violência precisa ser combatido desde a infância para que não prolifere; é necessário que os poderes públicos estudem a origem do problema da violência e estabeleçam ações urgentes para amenizá-lo. Trata-se de tarefa, a meu ver, coletiva, na qual devem se empenhar os pais (introduzindo valores éticos e morais no dia a dia de seus filhos); os professores, no âmbito escolar e, no âmbito religioso, os pastores e sacerdotes.
Tendo como base a minha formação religiosa, acho que se as pessoas, com urgência, não colocarem a paz dentro de seus corações, não conseguiremos resolver essa crise mundial na qual vemos as novas gerações crescendo sem consciência de certo e do errado, agindo pura e simplesmente com o objetivo de levar vantagem em tudo e, para isso mesmo, não hesitando em trilhar o caminho da violência e do ataque ao próximo como meio de, sem trabalhar, garantir resultados financeiros de forma mais fácil e mais rápida. Se a violência é o veneno, a paz no coração ‘inoculada desde a mais tenra idade’ pode e deve ser o antídoto!
Welson Gasparini
Deputado estadual (PSDB), advogado e ex-prefeito de Ribeirão Preto
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