Quem era o condutor da moto onde estava Luiz Roberto Prata Quintiliano, o Toi-Toi, morto durante uma blitz de trânsito da PM na tarde do dia 21 de outubro? A resposta para esta pergunta veio no dia 5 de novembro, exatos 14 dias depois do incidente. O sapateiro Raul Ávila Jardim, 19, morador do Parque do Horto, assumiu que pilotava o veículo no dia dos fatos e fugiu por não ser habilitado.
No depoimento que prestou, Jardim disse que saiu com o amigo do Cambuí por volta das 15 horas. Os dois foram à casa de um colega no Portinari e, no retorno, se depararam com um viatura da PM na avenida Abrahão Brickmann. Para não ser parado, o condutor da moto convergiu à direita para seguir pela rua Clóvis Vieira de Andrade, onde se deparou com mais policiais realizando uma operação de trânsito.
O sapateiro disse que, de fato, acelerou para fugir, e que não viu Toi-Toi pegar ou bater na arma do policial, que escutou um único disparo e que o projétil atingiu de raspão suas costas. Ele notou que o amigo caiu, mas não parou por medo. Após ir para a casa, Jardim disse que resolveu procurar a namorada. No trajeto, se envolveu em um acidente de trânsito, fez um acordo e a ocorrência não foi registrada.
Em 2 de novembro, o sapateiro procurou o pai de Toi-Toi e contou que era o piloto da moto. Três dias depois, agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) o localizaram trabalhando. Em depoimento, ele confessou participação no caso.
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