A CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) encerrou, sábado à tarde, um mutirão para renegociar as dívidas de mutuários da região, oferecendo condições facilitadas. O plantão aconteceu no Centro Integrado Regional do Governo (que funciona no prédio da antiga Unesp), no Centro. Segundo representantes da companhia, 90% das 230 pessoas atendidas saíram com sua situação regularizada.
Doze atendentes se dividiram no atendimento das 9h30 às 15h30. “Dos mutuários que compareceram até agora, pudemos perceber que o principal problema é a inadimplência. Em segundo lugar, vem a ocupação irregular, ou seja, o famoso contrato de gaveta”, explicou o líder de recuperação de crédito da CDHU, Sérgio Santana.
Antes de acionar o mutuário na Justiça, a CDHU dá uma chance de negociar a dívida. A última aconteceu em fevereiro. “Todos que têm contratos de gaveta podem procurar a empresa a qualquer momento para regularizar sua situação”, completou Santana.
A dona de casa Vicentina Aparecida Batista, 49, compareceu no mutirão para acertar uma dívida de R$ 32 mil. Ela e seu marido, o operador de prensa João Batista Amaral, 53, compraram um apartamento no Parque Vicente Leporace, há 20 anos. Em 1993, devido a problemas de saúde, o casal foi obrigado a vender o imóvel para custear uma cirurgia.
A negociação foi feita via contrato de gaveta, mas o comprador só pagou as parcelas do financiamento com CDHU por três anos. “Só fiquei sabendo que as parcelas estavam atrasadas, depois que vi meu nome no SPC [Serviço de Proteção ao Crédito]”, disse a dona de casa que estava esperançosa em conseguir uma boa negociação.
Enquanto aguardava o marido acabar o atendimento, que levava em média dez minutos, a mulher explicou que essa foi a terceira vez que tentou renegociar a dívida. “Fomos até Ribeirão para tentar negociar, mas não deu certo. Uma atendente falou que iria acontecer um mutirão em Franca, então resolvemos esperar.”
A dona de casa só teve certeza que o problema estava resolvido, quando o marido voltou com um papel na mão e um sorriso no rosto. “A negociação foi vantajosa para todos e ficou menor do que eu pago de aluguel. O atendimento foi bem rápido e o pessoal foi muito prestativo. Expliquei minha situação e tentei baixar a prestação que estava próxima de R$ 400. Eles ofereceram uma opção com mais parcelas e batemos o martelo em 110 vezes de R$ 332 por mês. Para mim, foi muito bom”, comemorou Amaral.
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