Quando se trata da saúde humana, vê-se ainda que, em busca do lucro, ainda há quem não se importa com a possibilidade de contaminação de toda uma coletividade. Nos tempos atuais, em que a vida vale cada vez menos, a ganância também faz as suas vítimas. Coloca-se em risco a saúde das pessoas de todas as formas e uma das maneiras que tem aparecido com preocupante frequência é o perigo que se esconde em produtos alimentícios de origem duvidosa, colocados à venda sem que o seu consumidor tenha ideia de como é preparado.
Há poucas semanas, a Vigilância Sanitária fechou uma lanchonete ao descobrir quilos e mais quilos de muçarela, presunto e outros produtos fora da validade e armazenados de forma inadequada. Agora, a apreensão de uma tonelada de espetinhos — que eram vendidos a açougues que os repassavam aos estabelecimentos especializados em vários pontos da cidade — causa uma preocupação ainda maior, em razão não só do volume do produto impróprio para o consumo mas também pelo perigo de que parte da população francana esteve à mercê de possíveis malefícios decorrentes da sua ingestão e ainda não se sabe por quanto tempo. Felizmente, nada de mais grave aconteceu, mas poderia ter acontecido.
É de estarrecer a constatação dos policiais e dos fiscais sanitários de que a carne utilizada para a confecção dos espetinhos era manipulada de forma clandestina, em ambiente onde reinava total insalubridade — o produto era preparado na lavanderia do imóvel, junto a materiais de limpeza. Trata-se de um perigo real e que poderia expor centenas de consumidores apreciadores da iguaria a riscos.
O que se deve ressaltar neste caso é que a ação foi só possível em razão de uma denúncia apresentada ao 3º Distrito Policial da cidade. Por isso, é o caso de destacar que este tipo de denúncia deve ser sempre estimulada — e não só envolvendo o perigo à saúde humana —, já que só assim será possível que se livre toda uma comunidade de ficar à mercê de alimentos impróprios para o consumo, os quais podem provocar uma série de distúrbios na saúde — em casos específicos até causar a morte. Quando o cidadão se conscientiza do perigo a que está exposto, não deve titubear em acionar as autoridades competentes, evitando assim que todos os seus familiares, vizinhos, amigos e conhecidos também corram riscos diante da ação de elementos que priorizam a ganância à frente do bem comum.
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