Lei é assinada em escola que se uniu para salvar Ana Laura


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Estudantes, funcionários e professores da Pestalozzi aplaudem o abraço do prefeito Alexandre Ferreira na mãe de Ana Laura, Maralaine Alves, e do vereador Adérmis Marini (PSDB) no pai da menina, Anderson Carlos da Silva
Estudantes, funcionários e professores da Pestalozzi aplaudem o abraço do prefeito Alexandre Ferreira na mãe de Ana Laura, Maralaine Alves, e do vereador Adérmis Marini (PSDB) no pai da menina, Anderson Carlos da Silva

Ao som da música We Are The Champions e diante de uma plateia formada por cerca de 750 crianças e adolescente, foi sancionada ontem a Lei Municipal “Ana Laura”, de incentivo à doação de medula óssea. O ato de assinatura foi realizado na quadra de esportes da Escola Pestalozzi, onde a menina estudava e onde começou a campanha que mobilizou os francanos e se espalhou para o País. “Tenho 45 anos e não produzi muito. Gente com menos de 15 anos promoveram uma revolução e transformaram a comunidade. A Ana Laura é uma delas”, disse o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB).

Em discurso dirigido aos estudantes, o prefeito destacou a força que eles demonstraram e disse que o Brasil vai sentir o reflexo da mobilização deflagrada na escola. Convocou-os para manter a chama acesa. “Os alunos fizeram um trabalho fantástico e deram uma grande demonstração de cidadania. O espírito de solidariedade não pode parar. Fizemos um acordo com eles: quando o número do cadastro de doadores começar a cair, vamos motivar novamente as pessoas. A ideia é dar sequência à missão que a Ana Laura veio fazer e cumpriu.”

Dirigentes da escola Pestalozzi, professores, vereadores, o médico responsável pelo Hemocentro, Marco Benedetti, e os pais de Ana Laura acompanharam a solenidade de assinatura da lei. “É um sentimento inexplicável. A gente, jamais, poderia imaginar que poderia chegar a tal ponto a missão que a Ana Laura iniciou. Estamos muito felizes com o que ela conseguiu fazer. A mobilização foi enorme. A lei se expandiu e está chegando a níveis grandiosos. Agora, vai depender de todos nós, cidadãos, fortalecer a necessidade da doação”, comentou o pai Anderson Carlos da Silva.

Maralaine Alves revelou ter se emocionado com o fato de a filha dar nome à lei. Pelo menos 15 cidades de sete Estados diferentes devem apresentar leis de incentivo à doação de medula mantendo o nome de Ana Laura. Articulações são feitas para que a norma passe a valer em todo o Estado de São Paulo. “É com tristeza e alegria ao mesmo tempo. Sei que ela conseguiu cumprir a missão dela e que, agora, vai ajudar muitas crianças e adultos. Isso me conforta um pouco. Onde a Ana Laura estiver, ela está feliz também. Estou contente”, disse a mãe.

Autor do projeto que se transformou oficialmente em lei ontem, o vereador Adérmis Marini (PSDB) pediu ao prefeito que a sanção fosse feita na Escola Pestalozzi em reconhecimento à mobilização iniciada pelos estudantes. “Ficará registrado na história de Franca. Eles fizeram algo que nós transformamos em lei. Fazer o ato oficial de assinatura aqui é um estímulo à cidadania. Espero que a mesma mobilização volte a ocorrer para ajudar a salvar vidas.”

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