A Câmara de Restinga investiga as acusações contra o prefeito Paulo Pitt (DEM) de desvio de verba da Educação; uso de dinheiro público pela primeira-dama Ana Pitt para custear uma viagem a São Paulo; nomeação de funcionários fantasmas; gasto sem licitação de R$ 90 mil; não pagamento do vale-alimentação aos servidores; e irregularidades na Saúde, que vão desde a reutilização de agulhas descartáveis até fraude no Saúde da Família. Os vereadores ainda acusam a vice-prefeita Luciene Martins (PRB), ao lado de Pitt, de serem os mandantes da baderna ocorrida na Câmara no último dia 2.
Pitt nega as acusações e atribui a criação da CEI (Comissão Especial de Inquérito) a perseguição política. “Tem vereador legislando em causa própria. Isso é resultado de uma briga política. Eu quero acabar com os desvios de dinheiro que aconteceram no passado e que envolvem muitos vereadores.”
Assim que assumiu a Prefeitura, Pitt apresentou ao Ministério Público uma série de denúncias contra a gestão anterior. Entre elas estão o aumento a servidores, compras sem licitação e não pagamento de alguns fornecedores.
No final do mês passado, o MP apreendeu documentos para investigar as denúncias. Os arquivos se referiam às fichas de pagamentos a funcionários da Prefeitura, que, em abril de 2012, receberam aumentos salariais de 290%. “Estamos na fase de avaliação, porque são cinco anos de pagamentos que levantamos para cerca de 21 funcionários. Estão envolvidos, inclusive, familiares de vereadores”, disse o promotor Paulo Borges.
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