Franca precisa investir R$ 700 mi para acabar com enchentes


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Foto de arquivo mostra o córrego dos Bagres, na avenida Antônio Barbosa Filho, transbordando após chuva forte em dezembro de 2012
Foto de arquivo mostra o córrego dos Bagres, na avenida Antônio Barbosa Filho, transbordando após chuva forte em dezembro de 2012

Para acabar com as enchentes em Franca, a Prefeitura precisaria investir aproximadamente R$ 700 milhões em obras nos próximos 20 anos. Seriam R$ 35 milhões investidos anualmente, valor que representa 6% do orçamento para este ano - que é de R$ 592 milhões. Os valores foram revelados por um estudo de macrodrenagem realizado pelo CTH (Centro Tecnológico de Hidráulica), da USP (Universidade de São Paulo), apresentado no início deste mês à Secretaria Municipal de Serviços e Meio Ambiente.

De acordo com o engenheiro Rodrigo Martins Lucci, integrante do centro, 13 bacias urbanas foram analisadas no município. As obras nas bacias dos córregos dos Bagres, Cubatão e Espraiado - que cortam as avenidas Alonso y Alonso, Hélio Palermo, Antônio Barbosa Filho e Adhemar Polo Filho - custariam cerca de R$ 350 milhões.

Seriam necessários, de acordo com a pesquisa, não só alargamentos das calhas dos córregos, mas também a ampliação da capacidade de descarga, com reservatórios de amortecimento (piscinões); poços de infiltração; estacionamentos com pavimentos permeáveis; além de medidas não estruturais, que envolvem legislações de taxa de impermeabilidade de solo.

O estudo teve início no segundo semestre de 2011 e custou R$ 230 mil, financiados pelo Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos). Sete engenheiros, coordenados pelo especialista Luiz Fernando Orsini, vieram a Franca em três dias de visitas. As duas primeiras viagens foram dedicadas para a identificação de pontos críticos, com análise dos locais onde os problemas ocorrem. A última vinda foi para apresentar o projeto.

“É feita uma simulação hidrológica e identificação das vazões críticas, sempre adotando critérios bem definidos e obedecendo a determinações do Daee (Departamento de Água e Energia Elétrica) do Estado”, disse Lucci.

De acordo com o engenheiro, é comum que planos diretores sejam feitos para um prazo de 20 anos, mas o planejamento deve ser reavaliado de dez em dez anos. O valor necessário para os investimentos, apontado no estudo que ainda está sendo finalizado, é baseado no ano de 2012. Os preços podem variar com o tempo. “[O estudo] não engloba os custos indiretos - relacionados à administração da obra, como engenheiro e canteiros de obras, nem impostos - nem custos de possíveis desapropriações”, finalizou o engenheiro.

O Comércio tentou contato com o secretário de Serviços e Meio Ambiente, Ismar Tavares, no início da tarde de ontem. Perguntas foram enviadas através de e-mail, porém, até o fechamento da matéria, nenhum esclarecimento foi dado quanto à data de início das obras e quais serão as prioridades do governo municipal.

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