O menino que mudou seu próprio nome


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José Renato Monteiro Lobato tinha nove anos quando mudou seu próprio nome: de José Renato passou a assinar José Bento. Sabe por qual razão? É que ele queria usar a bengala de seu pai, onde estavam esculpidas as iniciais JBML. Assim a gente fica sabendo que desde bem pequeno ele era muito criativo.

Isso aconteceu numa fazenda perto de Taubaté, onde o menino nasceu no dia 18 de abril de 1882. Ali passou a infância, onde buscou inspiração na natureza e nos contos folclóricos que ouvia da boca dos trabalhadores da fazenda e de familiares.

E sabe por que ele resolveu escrever para crianças? Porque achava que as crianças brasileiras precisavam de histórias com mais graça, com um toque nacional. Os personagens conhecidos até então nos livros de histórias infantis eram todos europeus: príncipes e princesas, reis e rainhas, fidalgos, lacaios, mordomos, enfim, coisas muito distantes da realidade brasileira.

O primeiro livro de Monteiro Lobato chamou-se A Menina do Narizinho Arrebitado e foi publicado em 1920. Depois viria O Sítio do Pica-Pau Amarelo, com a reunião de muitos personagens: Narizinho (a tal menina do narizinho arrebitado), seu primo Pedrinho; a avó dona Benta; a cozinheira Tia Nastácia; a falante boneca Emília, uma criação muito viva; O Visconde de Sabugosa e muitos outros que reaparecem em outros livros, como Os doze traba-lhos de Hércules.

Monteiro Lobato não foi apenas escritor. Foi fazendeiro, advogado, político, jornalista, empresário, diplomata, homem de ideias. Achava que um país era feito por homens e livros. Isso continua va-lendo. O grande brasileiro morreu em 1948 mas sua obra permanece mais viva que nunca.

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