A Justiça de Franca condenou o sapateiro Eduardo Gomes da Silva, 31, conhecido como “Largado” e morador no Jardim Pulicano, a 13 anos de prisão. Ele é acusado de matar um adolescente de 17 anos, em fevereiro de 2009, por causa de um fone de ouvido. Segundo a polícia, Silva confessou o crime na época, mas respondeu ao processo em liberdade. Agentes do Setor de Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) cumpriram o mandado de prisão na manhã de ontem. O sapateiro, que era usuário de drogas, foi capturado em uma casa de recuperação. Ele tentava se livrar do vício. Desde o crime, o condenado vivia recluso. Em outubro do ano passado, vizinhos chegaram a agredi-lo e quebraram sua residência.
Segundo a polícia, Silva matou o estudante Pedro Henrique Silva Santos, 17, que também residia no Jardim Pulicano, após o garoto perder um fone de ouvido de um MP3, que seria trocado por cocaína com um traficante. A falta da peça teria feito com que a quantidade de droga recebida fosse menor e ocasionado uma discussão. Os dois eram amigos e costumavam usar entorpecentes juntos.
O adolescente desapareceu na noite do dia 10 de fevereiro e, dois dias depois, foi encontrado morto em um pasto entre os jardins Pulicano e Palmeiras, a pouco mais de 200 metros da Avenida Universal do Reino de Deus - onde, de acordo com os policiais, a dupla teria se encontrado pela última vez. O sapateiro deu uma gravata na vítima, o que a deixou desacordada. Na sequência, ele desferiu vários chutes e pisões no rosto do estudante. A violência desfigurou a vítima. Silva foi identificado dias depois pela DIG e confessou o crime.
A sentença de 13 anos de reclusão, determinada pelo juiz José Rodrigues Arimatéa, foi publicada em 4 de agosto de 2011. Desde então, seu advogado impetrou vários recursos. No último dia 3, o mandado de prisão foi expedido pela Justiça. “Hoje (ontem), através de investigações, descobrimos que ele estava em uma casa de recuperação em uma área rural e demos cumprimento ao mandado (...). Ele estava bem tranquilo, já havia confessado e disse que estava até esperando ser preso”, disse o investigador Paulo Rodrigues, da DIG.
Ainda na terça-feira, Silva foi levado para a Cadeia Pública de Batatais (SP), onde aguarda transferência. “Ele já saiu condenado, portanto não vai para o CDP (Centro de Detenção Provisória). Vai para uma penitenciária do Estado onde abrir uma vaga”, finalizou o investigador.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.