‘Isso é um golpe para tomar o poder’, diz Pitt


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Eram quase 22 horas, quando o prefeito de Restinga, Paulo Pitt (DEM), recebeu a notícia de seu afastamento por telefone. Surpreso, ele considerou um absurdo o que fizeram os vereadores da cidade. “Eu não fui notificado de nada. Ninguém veio me perguntar absolutamente nada e agora fico sabendo que estou afastado. E o meu direito de defesa? Eles nem me ouviram e já me tiraram do cargo. É um abuso.”

Pitt negou todas as acusações e atribui a criação de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) a uma perseguição política. “Tem vereador legislando em causa própria. Isso é resultado de uma briga política. Eu quero acabar com os desvios de dinheiro que aconteceram no passado e que envolvem muitos vereadores.”

Para ele, tudo não passa de um golpe para tomar o poder. “Eles são uma quadrilha. Tudo o que estão falando são inverdades para desviar o foco das investigações que pesam contra eles. Para mim, é um golpe político.”

O prefeito também defendeu sua vice, Luciene Martins (PRB). “Que eles queiram me atacar, eu entendo. Afinal, sou eu quem tem determinado as mudanças e os cortes. Agora acusar a Luciene de participar de baderna, para mim, isso é revoltante. Ela é uma pessoa honesta.”

Para garantir sua permanência no cargo, Paulo Pitt disse que deve ingressar com um mandado de segurança na Justiça ainda nesta quarta-feira. “Estou tranquilo. Sei que a Justiça não vai me decepcionar.”

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